
Show Bar propõe experiência musical imersiva no Marte Hall São Paulo a partir de abril
Com artistas do teatro musical e repertório que atravessa gêneros e gerações, projeto “Show Bar” convida o público a viver uma noite de música, encontros e memória afetiva
Nem espetáculo tradicional, nem show convencional. Em cartaz desde 11 de abril, o palco do Marte Hall São Paulo, na Vila Mariana, recebe “Show Bar – Jukebox Musical”, projeto que convida o público a viver uma experiência cênica híbrida, onde música, memória afetiva e celebração coexistem em um mesmo ambiente. O bar não é apenas cenário, mas parte central da vivência proposta, transformando o espaço em um ambiente de convivência onde artistas e plateia se encontram de forma direta e sensorial.
Ao longo de pouco mais de 100 minutos, a proposta é menos assistir e mais vivenciar uma sequência de momentos que atravessam repertórios, idiomas e referências culturais. Os ingressos estão à venda pelo site da Fever e na bilheteria do espaço.
Idealizado e dirigido por Luis Fernando Rodrigues, da LUMUS Produções, o projeto nasce de uma investigação sobre novos formatos de apresentação musical, em que a experiência se constrói a partir da emoção, da memória e da relação entre artistas e plateia. “É definitivamente um espetáculo que busca uma experiência única”, resume o criador.
No centro dessa proposta está o próprio espaço do bar, entendido como lugar de encontro e de histórias compartilhadas. É a partir dele que o espetáculo se organiza, não por uma dramaturgia linear, mas por uma sucessão de blocos temáticos que conduzem o público por diferentes atmosferas, sentimentos e universos musicais.
“O bar é o centro da experiência. É um dos lugares mais emblemáticos quando pensamos em contar histórias com diferentes cargas emocionais”, afirma Luis Fernando Rodrigues.
A escolha do Marte Hall São Paulo reforça essa ideia. O espaço rompe com a lógica frontal do palco italiano e aproxima artistas e plateia em uma experiência mais direta, em que o público é convidado a cantar, reagir, brindar e se envolver com o que acontece ao seu redor. O serviço de bar permanece disponível durante toda a apresentação, ampliando essa sensação de convivência e permanência.

Musicalmente, o espetáculo se organiza em oito blocos temáticos que atravessam gêneros, épocas e referências, conectando o público a diferentes camadas de memória afetiva. Do cinema musical à música brasileira, passando por sucessos internacionais, trilhas de novelas e repertório latino, o percurso inclui canções em português, inglês e espanhol que remetem a filmes, histórias e momentos marcantes da vida de diferentes gerações.
Entre esses blocos, Hollywood Blvd aproxima o universo do cinema musical e da cultura pop em referências como Feeling Good, All That Jazz e Dancing Queen. No bloco Internacional, o repertório se expande com o Tributo ao Rei do Pop, Michael Jackson, ampliando o diálogo com grandes ícones da música mundial, e se organiza em sub-blocos como Love Songs e Maybe Happy Ending. Já o bloco Agro é POP surge em releituras contemporâneas de canções como Deus e Eu no Sertão e Cumpade e Cumade, enquanto a Trilha Nacional costura sucessos que marcaram gerações — de Rita Lee a Skank.
A noite passa ainda pela Roliúde Nordestina, com ecos de Luiz Gonzaga e Chico César, e pelo Trama Mexicana, que vai dos temas clássicos de novelas a Alejandro Sanz. Há também o bloco Encontros e Despedidas, que reúne canções marcadas por afetos e memórias compartilhadas, com destaque para clássicos do Roupa Nova. Os blocos alternam medleys e interpretações individuais, criando percursos afetivos que convidam o público ao reconhecimento, à surpresa e à vivência de uma experiência que se transforma a cada apresentação.
Esses momentos são costurados por textos que conduzem a experiência sem configurar uma narrativa tradicional, funcionando como pontos de conexão entre as músicas e as emoções evocadas em cena. A dinâmica entre números individuais e coletivos imprime diferentes ritmos à apresentação, mantendo o público em constante estado de envolvimento.
Em cena, o projeto reúne artistas conhecidos do teatro musical e grandes talentos da nova geração, como Anna Akisue, Caio Mutai, Edyelle Brandão, Fábio Galvão, Felipe Hideky, Lara Suleiman, Robson Lima, Victória Kíu, e os swings Davi Fields e Maria Clara Rosis. Com forte identidade vocal e presença cênica, o elenco se distribui em diferentes formações ao longo da noite, com números que vão de solos a duetos, trios e momentos coletivos com coro, incorporando também coreografias e interação direta com o público.
A direção musical, os arranjos e as orquestrações são assinados por Jules Vandystadt, em parceria com Vagner Mayer, que propõem releituras desenvolvidas especialmente para o espetáculo, criando uma unidade sonora capaz de conectar repertórios distintos em uma mesma experiência. A música, aqui, não é apenas executada, mas recriada em função da atmosfera de cada bloco.
“Precisamos inovar, ser mais brasileiros do que nunca. Criar, ocupar espaços e experimentar novos formatos”, destaca o produtor.
Visualmente, o espetáculo aposta em uma estética atemporal, com referências ao universo dos grandes shows e da Broadway, sem se prender a códigos rígidos de linguagem. Luz, figurino e movimento atuam na construção de climas e transições, contribuindo para a imersão do público ao longo da apresentação.
A criação do Show Bar é conduzida pelo próprio Luis Fernando Rodrigues, que assina o roteiro e a direção geral, articulando música, cena e experiência sensorial em um mesmo fluxo. A equipe criativa se completa com a direção de movimento e coreografias de Giu Mallen; cenografia de Naara Bartz; desenho de luz da Proscênio Soluções Cênicas; desenho de som de Thiago Chaves e Chico Santarosa; e direção de arte da LUMUS Produções.
Pensado como um laboratório criativo, o Show Bar inaugura um campo de experimentação para novos formatos e projetos, com perspectiva de continuidade, itinerância e adaptações futuras. Para Luis Fernando Rodrigues, o trabalho marca um ponto de virada em sua trajetória, celebrando uma década de carreira e abrindo caminhos para novas investigações na cena musical contemporânea.
Mais do que um espetáculo fechado em um gênero específico, Show Bar se apresenta como uma experiência musical cênica que convida o público a ouvir, lembrar, reconhecer e sentir. Um encontro entre repertório, artistas e plateia, em que cada apresentação se constrói também a partir da energia de quem está presente.
SERVIÇO – SHOW BAR
INGRESSOS: feverup/showbar
VALORES: De R$ 50 a R$ 280
VENDAS PRESENCIAL: Bilheteria aberta apenas em dias de sessão
TEMPORADA: Estreia 10 de Abril
LOCAL: Marte Hall – R. Domingos de Morais, 348, Vila Mariana, São Paulo/SP | Acessibilidade: Espaço adaptado para pessoas com mobilidade reduzida
DIAS e HORÁRIOS: Sex às 21h | Sáb às 15h e 18h | Dom às 15h30 e 18h30
*Haverá sessão 20/04 pré-feriado – Segunda às 20h
*Não haverá sessão domingo 26/04
DURAÇÃO: 120 minutos (sem intervalo)
CLASSIFICAÇÃO: A partir de 10 anos (menores de 16 anos acompanhados de responsável)
SITE: showbarmusical.com.br
INSTAGRAM: @showbarmusical
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