
Vampiros fora da curva em Céu Vermelho-Sangue
Misturando ação a temas emocionais, o mais novo filme de vampiros da Netflix entrega uma experiência que pode dividir fãs de filmes de vampiros
No cinema, os vampiros são utilizados de infinitas maneiras, para contar infinitas histórias. Das angústias adolescentes de Crepúsculo, até a ação emocionante de Anjos da Noite, os sugadores de sangue estão presentes em diferentes gêneros e representando vários tropos.
Ainda assim, ao pensar na mitologia vampírica é difícil escapar dos palácios, do glamour de taças cheias de sangue e música barroca. Afinal, os vampiros nasceram na literatura de terror gótico e quase toda obra a respeito deles é caracterizada por estar, pelo menos algum nível, dentro desses padrões. Céu Vermelho-Sangue (Blood Red Sky) é um dos filmes mais recentes e mais fora da curva nesse quesito.
Britaníco-alemão, o filme tem roteiro de Stefan Holtz e foi dirigido por Peter Thornwarth, tendo estreado em 23 de julho deste ano na plataforma de streaming Netflix. Ele acompanha a trajetória da personagem Nadja e seu filho Elias, que viajam para os Estados Unidos para tratar da doença de Nadja, tratada até então como um caso de leucemia.
As coisas começam a dar errado quando o voo é sequestrado por terroristas que desejam explodi-lo sobre a capital de Londres na Inglaterra. Nadja, que há muito escondia seu vampirismo e tentava tratá-lo com a ajuda de seu filho, se vê forçada a abraçar a natureza de sua doença/maldição para salvar seu filho.

Céu Vermelho-Sangue é um filme de ação e de sequestro terrorista, salpicado com do mito dos vampiros e do tropo dos zumbis. As cenas de interação com os terroristas são intensas e enervantes, mas o vilão principal é previsível e insatisfatório, uma menção clara demais à palavra “vampiro” quebra um pouco a suspenção da descrença e no fim, apesar de não ser trash de maneira nenhuma, o filme se resume a uma mistura de Madrugada dos Mortos com Serpentes a Bordo.
A parte mais interessante é justamente a que engloba o mito dos vampiros. Desde que adquiriu a doença/maldição, Nadja tenta reprimir sua transformação através de medicamentos para leucemia e procura uma solução para livrar-se do mal que se tornou. Em frente à ameaça dos terroristas, ela se vê confrontada com a necessidade de ceder ao seu monstro interior ou perder o seu filho.
A angústia da mãe que apenas tenta proteger a si e a sua cria é visível através da interpretação de Peri Baumeister e do pequeno Carl Anton Koch. A dinâmica dos dois carrega toda a parte emocional do filme e há momentos em que se teme pelo fim que eles podem ter.
Para aqueles que apreciam todo tipo de tropo do universo vampírico o filme é uma boa pedida para sair do comum, mas para os que não são fãs do gênero de ação, as cenas e o enredo podem se tornar distrações um pouco irritantes, ofuscando a parte que mais interessa: a dinâmica de uma mãe vampiro e seu amado filho humano.
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