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Após 17 anos de sua estreia na ficção, Paulo Henriques Britto retorna ao conto no livro “Castiçal florentino”

De volta ao conto dezessete anos depois de sua elogiada estreia no gênero, Paulo Henriques Britto nos conduz por um universo povoado por personagens que se veem diante de escolhas decisivas sobre a própria identidade

Um engenheiro se envolve com um grupo de teatro experimental. Um guerrilheiro fugindo do Exército vira uma espécie de santo numa cidadezinha cheia de fiéis. Um burocrata tem um estranho flashback ao entrar no prédio onde deveria apenas retirar um documento. Como narrativas de formação sui generis, passadas no mundo adulto e vividas por indivíduos aparentemente comuns, as nove histórias do conto em O castiçal florentino têm por subtexto um grande “e se?”.

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Descrição gerada automaticamente

O inconformismo com o que é previsível se espalha inclusive pela linguagem: com uma liberdade equivalente ao grande domínio técnico que tem do ofício, Paulo Henriques Britto experimenta diferentes estilos e tipos de registro — do ensaio ao discurso de agradecimento, do texto introspectivo em primeira pessoa à metaficção em terceira — sem perder de vista o calor humano daquilo que descreve.

Um conjunto extraordinário de histórias em que, à força de devaneio, a ficção se apresenta como elemento-chave e plano de fuga da ordem cotidiana.

PAULO HENRIQUES BRITTO nasceu no Rio de Janeiro em 1951, é escritor, professor e tradutor. Publicou sete livros de poesia, o mais recente deles sendo Nenhum mistério (2018). Recebeu os prêmios Portugal Telecom, APCA, Alphonsus de Guimaraens (duas vezes), Alceu Amoroso Lima, Bravo! Prime de Literatura e Jabuti. O castiçal florentino é seu retorno ao conto depois de Paraísos artificiais (2004).

O selo Companhia das Letras acaba de lançar O castiçal florentino, de Paulo Henriques Britto.

  • Após 17 anos de sua estreia na ficção, britto retorna ao conto. Castiçal florentino reúne nove histórias que carregam o subtexto do “e se?”, além de apresentarem personagens que se veem diante de escolhas decisivas sobre a própria identidade.
  • Escritor, professor e tradutor, Paulo Henriques Britto publicou sete livros de poesia e o livro de contos paraísos artificiais (2004).
  • É responsável pela tradução de grandes nomes como george orwell, james Baldwin, Elizabeth Bishop, philip roth, paul auster, don delilo e charles dickens.

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