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Por: Caroline Dias 01/05/2026
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Hokum: O Pesadelo da Bruxa — Um “Game Over” Antes Mesmo de Começar?

A nova aposta de terror psicológico “Hokum: Pesadelo da Bruxa” chega prometendo tudo, mas entrega um roteiro com falhas críticas que podem decepcionar os fãs mais exigentes

Se você é do tipo que adora teorizar sobre a mitologia de um filme ou buscar cada detalhe da origem de um vilão, prepare-se: Hokum: O Pesadelo da Bruxa pode ser um desafio de paciência. O longa, que surge com a promessa de ser um terror atmosférico e denso, acaba tropeçando na própria execução. Para quem esperava um universo bem construído ao estilo dos grandes clássicos de bruxaria modernos, a sensação final é a de ter jogado uma campanha inteira e percebido que os desenvolvedores esqueceram de incluir as cenas de história.

Uma Premissa de Redenção que se Perde no Caminho

A trama nos apresenta ao protagonista em uma jornada extremamente pessoal e melancólica. Ele decide partir para uma floresta isolada com um objetivo claro: jogar as cinzas de seus pais em uma árvore específica, local que guarda uma foto de infância e a memória de sua mãe. Há um peso emocional aqui, já que a morte dela ocorreu de forma acidental e o personagem carrega a culpa desse “erro de script” do passado em seus ombros.

A ideia de usar o luto como motor para o terror é um terreno fértil, mas em Hokum, esse motor simplesmente não liga. O filme tenta criar uma atmosfera de suspense, mas a narrativa sofre com um roteiro fraco que parece não ter um começo, meio e fim definidos. As cenas se sucedem sem uma conexão lógica forte, deixando o espectador em um limbo narrativo que prejudica a imersão.

O Mistério que não Entrega a Mitologia

O maior problema do longa, no entanto, reside na sua antagonista. O título nos vende o “Pesadelo da Bruxa”, mas o filme falha em entregar qualquer substância sobre ela. Durante toda a projeção, ficamos órfãos de explicações básicas: Quem é essa bruxa? Qual a origem dos seus poderes? O que exatamente é o tal “pesadelo” mencionado?

Para o público nerd, que costuma valorizar um worldbuilding sólido e regras claras dentro de um universo fantástico, esse vazio é frustrante. É como enfrentar um “Boss” em um jogo sem ter acesso aos arquivos que explicam por que ele está ali. No fim das contas, a obra aposta em uma figura que deveria causar medo pelo desconhecido, mas acaba causando apenas confusão por falta de definição.

Veredito: Por que ficar de olho?

Apesar das críticas severas ao roteiro, o público do Nerd Recomenda pode se interessar por Hokum se quiser analisar o uso da fotografia e do isolamento como ferramentas de gênero. É um filme para quem gosta de estudar como o cinema de terror independente tenta se distanciar dos clichês, mesmo quando o resultado final não atinge o nível esperado. É mais um exercício de atmosfera do que uma história completa.

E você, prefere um terror que explica toda a origem do monstro ou gosta de ficar com aquela pulga atrás da orelha? Comenta aqui embaixo se você vai dar uma chance para essa bruxa ou se prefere passar longe desse pesadelo!

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