
Verity (Colleen Hoover)
“Algumas famílias têm a sorte de não viver nenhuma tragédia. Mas, para outras, é como se tivesse uma tragédia aguardando a cada esquina. Tudo o que pode dar errado dá. E depois fica ainda pior.” (Verity – Colleen Hoover)
Depois de uma chuva de pessoas lendo Verity e tendo todos os tipos de reações possíveis ao livro, eu finalmente decidi me render à modinha. Aproveitei o meu último mês de Kindle Unlimited e peguei o livro em inglês que tinha acabado de entrar no catálogo. Agora cá estou eu, para falar o que, pessoalmente, achei do primeiro suspense da Colleen Hoover.
Mas antes, vamos entender sobre o que é essa história.

Lowen Ashleigh é uma escritora com sérios problemas de auto-estima. No momento, ela está lutando para voltar à sua vida normal depois de perder a mãe, de quem esteve cuidando nos últimos meses. Num dia de incidentes deveras inusitados, Lowen recebe uma proposta que pode mudar sua carreira completamente: escrever os últimos livros da série originalmente redigida por Verity, uma autora de thrillers de mistério que são um sucesso atrás do outro. Após um grave acidente de carro, Verity encontra-se em coma, sendo cuidada em casa. Como não pode finalizar seus livros, precisam de alguém que o faça por ela.
Aceitando o convite, Lowen é levada para a casa de Verity para estudar através das anotações da autora tudo o que ela precisa para dar continuidade à história. O que Lowen acaba encontrando, no entanto, são informações muito mais horripilantes. A leitura de seus manuscritos revelam uma Verity verdadeiramente maldosa, com uma história familiar de embrulhar o estômago. Agora que Lowen sabe disso, parece muito provável que Verity não esteja de verdade em coma… e pode não estar muito feliz com a presença da moça na casa dela, nem com a aproximação crescente entre Lowen e seu marido Jeremy.
“É o que dizem: escreva sobre o que você conhece. Estou começando a achar que Verity escreve sob o ponto de vista do mal porque ela é má. Maldade é a única linguagem que ela conhece.” (Verity – Colleen Hoover)
Pois bem, minha gente. Vamos começar falando sobre os pontos em que achei que o livro acerta.
É óbvio que a Colleen escreve muito bem. Mesmo não sendo o gênero pelo qual ficou conhecida, Colleen organiza certinho os acontecimentos da história, e consegue produzir boas cenas de suspense, como se o fantasma de Verity sempre estivesse ali, num plano de fundo, guiando os pensamentos da protagonista.
Estrelinhas brilhantes extras para os fragmentos de “Assim Seja”, a autobiografia de Verity. São certamente os trechos mais pesados da história, que apresentam a “verdadeira face” da personagem. Achei extremamente bem construídos, e cumprem muito bem seu trabalho: adicionar um elemento de peso ao livro, e nos fazer odiar a Verity, colocando-a na posição de vilã da história.
Agora vamos aos pontos que não curti sobre o livro.
Para mim, o legal de todo livro que tem uma áurea de mistério é saber que você está sendo levado numa direção pela história, mas ao mesmo tempo esperar que, logo mais à frente, o autor vai fazer alguma coisa que te faça pensar “Puts! Não acredito! Estava na minha cara o tempo todo e eu não vi!”.
Pois então… isso não acontece em Verity. O livro inteiro cria em você aquela sensação de “será que a Verity é mesmo má, ou será que existe aqui mais alguma coisa que eu não sei?”. A história segue, segue, segue, e quando chega ao final é como se a autora dissesse: “é, tem uma coisinha aqui sim, mas é só exatamente isso que você já pensou, nada novo para adicionar”.
Fiquei um bem decepcionada. Não teve nenhum plot twist realmente. Ela só confirmou as expectativas, mas não é bem isso que eu espero nos suspenses, sabe? Nenhuma verdade primordial foi chacoalhada, nenhuma novidade foi acrescentada. Senti até que o final da história, do jeito que ficou, dá uma amenizada na culpa (ou possível culpa) dos personagens.
Por exemplo, pra mim, o principal desses suspenses é que ninguém deve ser confiável. Você não sabe quem está falando a verdade. Mas com esse final, parecia que no fundo ninguém era muito mentiroso, como se a autora não quisesse que o fim da história fosse muito pesado. O problema é que depois de uma história inteira super pesada, um final mais levinho fica bem fora de lugar…
Além do mais, me desculpe, mas acho bem quinta série quando o livro de suspense termina com frases do tipo “Mas e aí? Será que o assassino era mesmo o mordomo ou não? Acho que nunca saberemos”.
Colleen, querida, eu entendi seu final, ok? Não precisa vir me explicar como se eu tivesse 10 anos não (desculpa a maldade gente, mas achei isso o fim da picada kkkk).
Minha nota, afinal, conseguiu se manter dentro de uma média boa porque achei que aquele recheio do livro foi mesmo bem trabalhado. E como a Colleen escreve bem, não tem em absoluto como dizer que é um livro ruim. Talvez você tenha até uma opinião mais favorável do que a minha se der uma chance ao livro. Me parece uma daquelas histórias que realmente dá o que falar, pois cada um pode ver o final de uma forma diferente.
Ah, é importante ressaltar que o livro tem vários gatilhos para depressão, problemas envolvendo gravidez e maltrato infantil. Fica o aviso.
O livro é um lançamento de 2020 da Galera Record, responsáveis por trazer diversos outros títulos da Colleen ao Brasil, como Tarde Demais, É Assim que Acaba, e Nunca Jamais. Depois de ler esse primeiro suspense da autora, fiquei realmente curiosa pra ler os romances dela, pelos quais ficou famosa. Se você já leu algum? Adoraria uma indicação. Qual eu deveria ler primeiro?? Me ajuda!!! hahahaha
Classificação da Larissa (@cons.ciencialiteraria): 3 estrelas
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