Yaromim

“Yaromim – a melhor lembrança”: Livro infanto-juvenil da Quase Oito explora a descoberta do amor

“Yaromim – a melhor lembrança”, de Patrícia Capella, é história de afeto entre adolescentes de diferentes universos

Foi quando deixou de ser advogada para se tornar editora de livros infantis que Patrícia Capella, em um curso de escrita criativa, recebeu o nome Yaromim pra escrever uma história. Daí surgiu o mote para publicar o livro “Yaromim – a melhor lembrança” com lançamento marcado para o próximo dia 15 de dezembro na Blooks Livraria e já em pré-venda. 

Dedicado a Arthur, companheiro de Patrícia, o livro como resume a autora  é “uma história de amor que sublima as diferenças”. 

A obra conta a história de amor adolescente, em que a personagem Yaromim, indígena, encanta o leitor. Em um pequeno povoado que vive do garimpo, as diferenças culturais se tornam pontes até a descoberta e vivência do primeiro amor. 

O livro traz um percurso de contato de povos originários com os não indígenas e na dualidade da partilha de vivências, destaca a importância do contato com a natureza e a pureza do amor entre adolescentes cujas realidades são tão diferentes, sem entretanto retroceder à literatura romântica. 

Feito para ser um livro álbum, ele traz ilustrações de Marilia Pirillo, e passou por consultoria e leitura crítica e sensível de especialistas como o professor Estevão Fernandes, Julie Dorrico, Braulina Baniwa, Aline Rocha Pachamama, Roberta Maciel e Ramon Nunes Mello. 

A ideia até virar livro

De acordo com a autora, o enigma do nome dado numa aula e o fato de quem o depositou escrito num pedaço de papel numa caixinha nunca mais ter voltado foram o gatilho para que a história ganhasse corpo. 

“Eu nunca tive a oportunidade de perguntar por que Yaromim foi importante, de onde era e se de fato existira mesmo. Era menino? Ou uma menina? E será que isso faria diferença? Então, eu, a Patricia escritora, só tinha a folha em branco com um nome. E uma ideia de criar um personagem por quem todos deveriam se encantar. Mas as invenções românticas parecem vir primeiro de um inconsciente acrítico”, contou Patrícia, na apresentação da obra. 

Apresentação esta que segue como uma carta aberta ao leitor, onde a autora faz também o papel de editora e questiona-se sobre o lugar de fala dela enquanto narradora, para qual público o livro foi escrito, entre outras questões, que colocaram a personagem Yaromim distante do lugar generalizado, idealista e colonial. 

“Fica aqui o desafio de não reforçar o projeto colonizador que se estende por mais de quinhentos anos no Brasil, mas conciliar a liberdade da criação como um lugar de não censura. Desde o início, a intenção de Yaromim era mostrar que mesmo na diferença sentimos e amamos como iguais, nada além disso. Mas a dor e a delícia da literatura é saber que, depois de publicado o texto, o autor pode sair pela porta e ser esquecido. Yaromim tem ainda algumas chaves de leitura que certamente trarão à baila questões a se debater, mantidas justamente para deixarmos ao leitor a liberdade de inferir, discutir e criticar”, pontua. 

Patrícia Capella, de advogada à editora de livros infantis

De advogada à editora de livros infantis. Patrícia nasceu em 1978 no Rio de Janeiro, de uma mistura de famílias mineira e piauiense. Formou-se em Direito e atuou na área por quase vinte anos. Começou a escrever livros para seus filhos e fundou a Quase Oito Editora, onde trabalha com especialistas desde 2017. Esse é o seu primeiro livro escrito para jovens de todas as idades.

Como mãe do Francisco confessa que os primeiros anos foram de muito amor e medo com os riscos de uma alergia a leite que eram até então desconhecidos. Para ela, pensar em prazos, audiências ou em problemas alheios não fazia sentido. Por outro lado, brincar, ler e cozinhar traziam paz e equilíbrio. 

Foi a partir de um grupo de mães de crianças com alergia a leite que ela criou a primeira história, “Cochi corre perigo?’, uma fábula sobre o filhote de leão alérgico que, faminto, se perde a noite na floresta. Quem o salva é a Alergia!. 

Na creche do filho, Patrícia conheceu os amigos Julie Pires e Marcelo Ribeiro e, juntos, criaram o projeto gráfico do livro e as aquarelas da história em muitas reuniões que se desenrolaram entre brincadeiras das crianças na sala de casa. 

“Era o melhor trabalho do mundo! Com o livro pronto, diante de um mercado editorial cruel com quem está começando e o apoio incondicional do Arthur Capella, pai do Francisco, me juntei à minha experiente sócia que também é mãe e decidi abrir a Editora Quase Oito. A editora hoje faz livros com o propósito de gerar empatia e identificação para crianças e jovens. Com ela aprendi a ser empresária e percebi que empreender a partir da maternidade é uma ciranda de fazer, contar e ouvir histórias”, contou. 

Sobre a ilustradora

Marilia Pirillo é gaúcha, nascida em 1969 em Porto Alegre. Formada em Publicidade e Propaganda, começou sua carreira como ilustradora, trabalhando para o mercado publicitário e editorial. Em 1995, ilustrou seus primeiros livros de literatura para crianças e não parou mais. Em 2004, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside e passou a se dedicar exclusivamente a criação de literatura para crianças e jovens leitores. Tem mais de 70 livros publicados com suas ilustrações e doze títulos como escritora.


Serviço – A pré-venda do livro está disponível no site www.quaseoito.com.br


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