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Por: Galbi Junior 27/09/2022
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“A Queda” não é nada inovador, mas cumpre bem a sua função

Filme consegue entreter e criar bons momentos de tensão mesmo sem inovar no roteiro

“A Queda” é o mais novo thriller/mistério da Paris Filmes que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29/10). Embora não apresente nada inovador, o filme cumpre bem sua função e consegue prender o telespectador com uma boa construção do mistério, criando a curiosidade para saber como será o fim da história.

A Queda
Imagem: Divulgação

A sinopse oficial de “A Queda” diz: Para as melhores amigas Becky (Grace Caroline Currey) e Hunter (Virginia Gardner), a vida é sobre vencer medos e ultrapassar limites. Mas depois de escalarem 2000 pés até o top de uma torre de rádio remota e abandonada, elas encontram-se presas e sem saída. Agora as habilidades de escalada de Becky e Hunter serão colocadas à prova enquanto lutam desesperadamente para sobreviver aos riscos, à falta de suprimentos e às alturas que causam vertigem neste thriller cheio de adrenalina e co-estrelado por Jeffrey Dean Morgan, como o pai de Becky.

Confira o trailer do filme:

O tipo de história onde aventureiros acabam presos e sozinhos durante suas aventuras não é nada novo no cinema e na TV. Podemos encontrar diversas tramas parecidas em episódios de séries de TV ou obras cinematográficas, algumas inclusive baseadas em história real.

Em “A Queda”, não vemos um roteiro brilhante, com algo inovador e que pode mudar esse gênero, mas vemos uma história que sabe seu limite, sabe para onde quer ir e sabe como quer chegar em seu telespectador. A trama consegue acompanhar bem as protagonistas da história, criando um bom motivo para levá-las até a torre onde tudo iria acontecer, indo além do raso “busca por aventuras”.

A história de “A Queda” consegue criar bem os seus momentos de tensão e, desde o começo do filme, começa a preparar o terreno para a tragédia que estaria por vir, apresentando aos poucos os elementos essenciais para a história. Desde o momento de escalada para chegar ao topo da torre, até os principais momentos de tensão, que não vamos citar para não estragarmos sua experiência, o filme cria um clima de apreensão onde sentimos que a qualquer momento algo dará errado. 

A Queda
Imagem: Divulgação

Embora o roteiro não apresente nada novo, ele desenvolve bem o psicológico da nossa protagonista, Becky, em especial. Em determinado momento, somos surpreendidos com uma revelação que, embora fosse algo totalmente dedutível, não deixa de acrescentar bastante para a trama.

Talvez o principal defeito de “A Queda” seja o final apressado, onde as coisas parecem se resolver rápido demais. Porém, levando em conta o tempo de duração do filme e o drama que eles quiseram abordar ao contar a história, é algo que pode ser relevado, mesmo com alguns elementos da obra merecendo mais destaque. 

Um ponto bastante positivo é a trilha sonora que, somada a fotografia, conseguem criar o clima de apreensão e mistério que o filme pede. De forma resumida, podemos dizer que “A Queda” é um exemplo claro de que nem tudo precisa ser uma história grandiosa ou conter elementos e uma produção grandiosa para termos um bom filme. Às vezes, o básico e não inovador, porém bem feito, podem resultar em um material final bom e que cumpre o que foi prometido.

Então, como você já deve imaginar, se está atrás de um filme grandioso e com elementos que vão fazer a sua cabeça explodir, esse não é para você. Mas se você quer assistir um bom thriller, acompanhar um bom e clichê mistério que vai ocupar a sua atenção por duas horas e nada mais, pode assistir “A Queda” sem medo.

Texto por: Galbi Junior

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