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5 artistas LGBTQ+ underground pra você conhecer, apoiar e celebrar nesse mês do orgulho

Para você que quer atualizar a playlist e, ao mesmo tempo, apoiar a comunidade LGBTQ+!

Como muitos já sabem, o mês de junho é conhecido como mês do orgulho LGBTQ+, com o objetivo de celebrar, refletir e, como sempre, reinvidicar os direitos da comunidade. Por ser um grupo de minoria e, consequentemente, muito marginalizado, a comunidade LGBTQ+ é celebrada no mês de junho, como um lembrete de que ser quem você é não é crime, e que todos merecemos respeito.  

No mundo da música existem muitos artistas LGBTQ+ com bastante notoriedade, o que é maravilhoso! Temos o exemplo de Demi Lovato e Sam Smith, que são pessoas não-binárias, temos Lil Nas X, Halsey e muitos outros cantores que expressam abertamente sua sexualidade e, aqui no Brasil, não faltam exemplos, o maior deles atualmente sendo a Pablo Vittar, drag queen brasileira que transcende todas as barreiras possíveis.  

Porém, fora do mainstream (artistas com mais reconhecimento da mídia), existem vários artistas igualmente talentosos que não recebem a atenção merecida. Sendo assim, trago hoje uma lista de artistas pra você conhecer e apoiar, não só durante o mês do orgulho. Quem sabe você não se identifica com algum deles e adiciona em sua playlist?  

1 – Serena Isioma 

Abrimos nossa lista com uma mistura de indie rock com R&B. Quem gosta de um som suave, mas cheio de personalidade, daquelas músicas que dá pra ouvir a qualquer momento, vai adorar o trabalho de Serena Isioma. De origem nigeriano-americana, Serena é pessoa não-binária (utiliza todos os pronomes) e faz sucesso no tik tok, com mais de 72 mil seguidores.  

As músicas de Isioma possuem uma versatilidade única, variando entre o ânimo e confiança de “Sensitive” e a atmosfera psicodélica de “Blue Sky”, sem perder a qualidade de uma música para a outra.  

Recomendação de música para conhecer: Sensitive 

2 – We Are The Union 

Trazendo de volta a nostalgia do pop-punk e do post hardcore, essa é pra quem foi ou ainda é emo, e gosta de bandas como Blink-182, The Offspring e Panic! At The Disco. We Are The Union é uma banda americana que mistura punk com ska da forma mais harmoniosa possível.  

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Reade Wolcott e Jeremy Hunter – We Are The Union / Reprodução: Instagram @readearetheunion

A banda possui como vocalista Reade Wolcott, que em abril desse ano se assumiu mulher trans. O tema de gênero, inclusive, é abordado no novo álbum da banda, Ordinary Life (ótimo album, vale a pena escutar inteiro!). Ela compartilhou nas redes sociais uma foto com a legenda “Eu gostaria de me reapresentar para vocês. Meu nome é Reade (ela/dela)” juntamente com o anúncio do lançamento do single “Morbid Obsessions” e do álbum, que seria lançado mais tarde no mesmo ano.  

E não é somente Reade que é LGBTQ+ na banda. Como toda boa banda de ska, não podia faltar um trombonista, e We Are The Union conta com todo o talento de Jeremy Hunter, também conhecido como Jer ou pelo nome de seu canal e conta no Tik Tok, Skatune Network. Jer é não-binarie (elu/delu) e, além de ser super talentose como trombonista do We Are The Union, é conhecide pelo Skatune Network, acumulando quase 300 mil seguidores no tik tok e quase 40 mil no instagram, atraindo cada vez mais atenção (merecida) para sua personalidade extrovertida, eloquência com a fala e conhecimento sobre música.  

Recomendação de música para conhecer: Boys Will Be Girls e Post-Ironic Sinkhole 

3 – Holland (Go Tae-Seob) 

Quem acompanha o cenário musical coreano sabe que, entre outras coisas, eles são rígidos quando se trata de sexualidade e gênero, o que contrapõe o fato de que muitas k-poppers, por exemplo, são fanfiqueiras e shippam os membros dos grupos uns com os outros. Por isso, quando Holland anunciou seu debut (lançamento de sua primeira música), em 2018, um fato que chamou atenção sobre ele foi sua sexualidade.  

Por ser abertamente homossexual, ele sabia o que esperar ao lançar sua primeira música. Nenhuma companhia quis assinar contratos com ele por conta de sua sexualidade, e ele precisou trabalhar em dois empregos para custear sozinho esse lançamento. O que ele não esperava era a comoção e os mutirões de apoio que foram feitos para que ele obtivesse sucesso.  

Por conta disso, o video clipe de Neverland, sua música de lançamento, alcançou 1 milhão de vídeo no youtube em menos de 24 horas. A música é uma canção no estilo love song, com um vídeo bem fofinho do Holland em cenas românticas com outro rapaz.  

Recomendação de música para conhecer: I’m Not Affraid 

4 –Nick Cruz 

Voltando para o Brasil com uma das melhores representações capixabas possível, não podia deixar de mencionar o Nick Cruz. O jovem artista, no auge dos seus 22 anos, é um cantor com uma voz tão suave que, mesmo em suas músicas de mais ânimo, parece que ele está acariciando seus ouvidos com palavras.  

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Nick Cruz / Reprodução

Tendo iniciado sua relação com a música muito jovem, Nick correu atrás de sua carreira musical com tudo que pôde, trabalhando e fazendo shows em pequenos bares. Em 2018 escreveu sua primeira música, “Me Sinto Bem”, lançada em 2019 de forma independente. Merecidamente, aos 21 anos, ele assinou com a Warner Music Brasil.  

Nick é um homem trans e em um de seus lançamentos mais recentes, “Sol No Peito”, ele fala sobre ser um jovem trans no Brasil, de forma bastante intimista. Ele compartilha experiências claramente pessoais, porém, que não se aplicam só a ele. No lançamento da música, ela foi vastamente compartilhada no instagram, principalmente por outros homens trans que conseguiram se identificar com as palavras de Nick.  

Em “Sol No Peito”, ele canta: “Só quero mudar de nome, só quero paz e respeito. Só quero viver na sombra depois de tomar sol no peito, que minha mãe não me ligue, preocupada com a minha vida: “Oi filho, você tá vivo? Me conta como foi seu dia”.  

Recomendação de música para conhecer: Sol no Peito e Então Deixa

5 – Thiago Pantaleão 

Conhecido pelo rebolado de dar inveja, Thiago Pantaleão é um cantor e compositor natural de Paracambi. Thiago começou seu contato com música cantando na igreja, jornada conhecida por muitos outros artistas. Thiago, porém, é assumidamente gay e, com o decorrer dos anos, aprendeu música sozinho e tem lançado músicas e chamado a atenção. Seu estilo de música transita entre o pop e o R&B, investindo em tons mais sensuais com seu vocal poderoso.  

Seu lançamento mais recente, “Te Deixo Crazy”, tem a participação de Danny Bond e já acumula quase 400 mil visualizações no youtube.  

Recomendação de música para conhecer: Te Deixo Crazy e Disk

Existe uma infinidade de outros artistas LGBTQ+ que recebem pouco reconhecimento de forma injusta, e não é por falta de talento. Por viver em uma sociedade e preconceituosa por natureza, nos acostumamos com essa realidade, de vermos artistas da comunidade desvalorizados, mas isso precisa mudar. Não adianta levantarmos a bandeira durante o mês de junho e esquecermos que eles precisam de apoio durante o restante do ano.  

Por isso, considere sempre adicionar artistas LGBTQ+ não somente em suas playlists, mas em sua televisão, na arte que você compra, seja ela qual for, e em todos os outros campos sociais. Porque, acredite: eles existem em todos esses campos, só não possuem o espaço que merecem. 


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