Boneco de Pano, livro

Boneco de Pano, o thriller literário

É a história em livro, de Daniel Cole pela editora Arqueiro. 

 

Boneco de Pano conta sobre um assassinato, aliás, sobre múltiplos assassinatos em que o criminoso, um assassino em série, junta partes dessas vítimas em um único corpo, como um boneco de pano. 

A história é contada por camadas e, os personagens são tão complexos que deixam a história com ainda mais recursos para distração do foco central: descobrir quem é o assassino e porque aquelas vítimas. 

Boneco de Pano
Crédito: Reprodução

Os responsáveis por esta investigação são os detetives William Fawkes (conhecido como Wolf) e Emily Baxter, junto com a equipe policial que conta com um novato recém chegado de outro departamento -um nada violento e agitado.

Wolf é o cara que logo no início do livro tem um ataque violento contra um outro assassino em série quando o mesmo está para ser considerado inocente de tantos crimes. A pressão de prender o violão que incendiava pessoas vivas e vê-lo escapar é o estopim para que ele seja afastado por um tempo, preso e condenado socialmente. 

É o “policial mau” da história, mesmo que seu coração seja bom, ele que justiça, mesmo que para isso, precise avançar no assassino, como fez no dia do julgamento do incendiário. 

Enquanto isso, Baxter é mais nova que ele e não acredita que as coisas precisam ser feitas dessa forma. Ela é tão imperfeita quanto Wolf, mas desconta em outra coisa. 

Como se não bastassem as pessoas já mortas que precisam ser identificadas (o que não é nada fácil), a ameaça de morte que o novo serial killer instaurou a 6 pessoas que parecem ser aleatórias com dia e hora da morte, a amizade estranha dos dois também é conteúdo relevante na história. 

Há uma tensão romântica entre Baxter e Wolf, mas ambos são meio sem jeito ou acomodados com a maneira que as coisas têm ido. É esta tensão inclusive que foi parte da separação de William e Andrea Hall, jornalista que também acaba se envolvendo na investigação por ser a pessoa por quem o assassino envia a lista com as vítimas do próximo boneco que pretende construir e mais: o nome de Wolf é o último destes.

Pensa no caos e confusão. São muitos sentimentos ao mesmo tempo. Andrea parece ser aquela ex que do “vou te amar pra sempre”, sabe? Está sempre presente e agora, com a ameaça de morte, fica entre o sonho da sua vida como âncora do jornal em que trabalha e o fazer o mais humano e respeitoso neste momento. 

Boneco de Pano
A primeira versão do livro Boneco de Pano é de 2017 e contém pouco mais de 300 páginas. Crédito: Reprodução.

Mais um dilema entre a variedade que Daniel Cole nos presenteia.

A investigação policial em Boneco de Pano é agitada e faz os personagens viajarem horas, de avião, carro, se encontrarem com fontes em lugares estranhos, tem engarrafamento, acidentes repentinos, mortes de pessoas sem aparente relação com a investigação e sumiço de pessoas que ninguém sentiu falta. 

Tudo muito bem arquitetado, mas por quê? Quem faz algo de tamanha crueldade? Como possui tantas habilidades e informações? Essas são só algumas das perguntas que você faz junto com Wolf, Baxter, Andrea e todo mundo que pega Boneco de Pano pra ler. 

O livro é categorizado como thriller/suspense. Mas como fui criada assistindo séries de investigação criminal à la CSI e Criminal Minds, não me fez cócegas dentro da categoria. Isso não significa que não seja bom. É uma leitura fluida e bem construída. Você fica entre tanta informação que quando o desfecho se apresenta, fica meio em choque e se recusa a acreditar, acha que é mais uma das confusões da trama. 

Não o sugeriria para quem tem menos de 15/16 anos, porque os personagens falam muito palavrão. Não tem cenas de sexo, só uns flertes até meio fracos, eu diria -pessoal do ensino médio desenrola melhor seus lances. 

Se eu disser mais, acabo contado partes importantes da história. Então posso dizer que enquanto lê, você deseja tanto que a história acabe pra saber o que acontece com as pessoas envolvidas, que incrimina pessoas antes da hora, deseja a morte de outras e devora o livro em dias. Pelo menos foi o que aconteceu por aqui.

E aí, depois que o assassino é revelado, você quer saber o pós de tudo isso. Como ficaram as pessoas x e y? Essa é sempre a minha sede depois de um livro com muitos personagens, fico ansiosa por pelo menos um indício de que fulane vai seguir caminho tal para sua vida… 

Poxa, Daniel, nem um pós-crédito aí nesse livro não? 

Mas, mesmo com esse incômodo, o livro não perde em grandeza de construção nem na capacidade de te manter ali. Se fosse para dar uma nota, como a Lari faz, daria 4,5/5 só pela questão do pós-final que eu sempre vou querer. Queria dizer mais das minhas indignações, mas não dá real. Quem ler ou quiser spoilers e saber da raiva de que senti por uma determinada pessoa, me chama pra conversar porque esse sentimento nunca vai passar.

Leiam Boneco de Pano.

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