Chemical hearts

‘Chemical Hearts’: Estrelado por Lili Reinhart, filme retrata o luto na adolescência

Sabe aquele filme clichê em que a protagonista enfrenta todas as suas dificuldades e tem o final ‘feliz para sempre’? Pois é. Não é Chemical Hearts.

O drama adolescente “A química que há entre nós” – título em português – é um filme baseado no livro Our Chemical Hearts de Krystal Sutherland, lançado recentemente no Prime Video. Estrelado por  Austin Abrams e Lili Reinhart, o longa conta a história de uma jovem que sofre com as consequências de um acidente de carro, no qual perdeu o seu primeiro amor.

Meses após o desastre, a ex-velocista Grace Town inicia um trabalho no jornal da escola e conhece Henry Page, que durante todo o ensino médio batalhou para entrar no jornal, e juntos dividem a vaga de editor. O que poderia ser uma linda história de amor, com o encerramento clichê que todos esperam, na verdade é uma trama sobre entender e aceitar a dor do outro, e também, apoiar as decisões e ajudar quando for preciso.

Um ponto interessante tratado no longa é a exemplificação de que cada relacionamento é único. Não é porque os pais de Henry se conheceram na escola e sempre foram felizes, que o filho também terá o mesmo destino. A falta do final esperado (por ser comparado com outras produções de finais perfeitos) não é um ponto negativo, ao contrário disso, é o ponto forte do longa. Mesmo fugindo do comum, Chemical Hearts tem uma pegada romântica e íntima, mas sem se tornar o foco do enredo.

Chemical Hearts
Foto: Divulgação/ Prime Vídeo

O modo como trataram o luto de forma realista, como é na vida real, lento e doloroso, trouxe mais verdade ao personagem e com isso uma identificação maior do público. Além de terem tomado todos os cuidados ao tratar sobre à saúde mental daqueles que perderam o amor, um amigo ou um familiar, sem romantizar e sem fingir que um novo amor pode curar – instantaneamente – uma ferida que é recente.

Levando em conta que um dos passatempo do personagem de Austin é o Kintsukuroi – a arte milenar de consertar cerâmicas quebradas com ouro -, que basicamente simboliza a beleza do amadurecimento e das superações da vida, podemos perceber que o filme não é sobre uma história de amor, mas sim como superá-lo.

Não podemos deixar de lado o trabalho de Lili Reinhart, que além de ser a protagonista, também produziu o filme. Chemical Hearts é doce, frágil e dramático, mas de uma forma que tudo conversem entre si, sem ter nenhum exagero. 

Trailer de Chemical Hearts:

Texto: Letícia Couto (@ilecouto)

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