Em Guerra com Vovô

“Em Guerra com Vovô” – Resenha | Diamond Films

“Em Guerra com Vovô” se tornou forçada demais para uma comédia que deveria divertir, mas escorrega em diversas falhas
Em Guerra com Vovô

Ed, interpretado por Robert De Niro, enfrenta algumas adversidades da terceira idade e precisa se mudar para a casa de sua filha Sally. Quando passa a morar com a família de sua filhe, Ed entra numa confusão com seu neto Peter, interpretado por Oakles Fegley. O garoto está inconformado com o fato de ter perdido seu quarto e passa a dormir no sótão e acaba declarando uma guerra com o seu avô recém-chegado.

O longa certamente consegue lhe arrancar algumas risadas, mas as falhas existentes no filme poderiam dar origem a outro filme, e que com certeza poderia ser considerado uma comédia de verdade.

A trama gira em torno de Ed que acaba não conseguindo lidar com a perda de sua esposa e precisa de alguns cuidados, então sua filha precisa levá-lo para sua casa para tratar do pai mais de perto, mas a sua mudança acabou se tornando, no roteiro, uma conveniência para a direção do filme.

Em Guerra com Vovô

Um detalhe – importante para a trama e não é aproveitado – que parece ter sido esquecido pela produção é a condição de Ed que é apresentado como alguém desolado pela recente morte da esposa, até carregando consigo o retrato dela no começo do filme. Porém, no decorrer da trama, isso é completamente esquecido, novamente para favorecer as pegadinhas que se sucedem. O que é mais bizarro é que o conflito pelo poder do quarto é algo que não faz sentido, pois tanto Peter quanto Ed sabem que não faz sentido brigarem por um quarto quando ambos sabem as circunstâncias da situação.

Além da dinâmica entre Ed e seu genro Arthur, interpretado por Rob Riggle se tornar algo massante e muito sem graça, as situações entre os dois envolvem cenas onde Arthur vê seu sogro nu e grita histericamente como se fosse algo anormal, mas nada é comentado, sendo assim, não sabemos o que deixa de fato o personagem tão espantado ao ver Ed após suas calças caírem acidentalmente. Convenhamos, são apenas dois homens com a mesma anatomia física, qual a real necessidade de tanta euforia?

No longa “Em Guerra com Vovô” podemos observar claramente uma trama vazia, com personagens batidos e sem nada a acrescentar, além da metáfora mais corriqueira ainda: relacionar a casa quebrada com a família desestruturada que se monta no final com aprendizados cansativamente óbvios. O longa se sustenta nas brincadeiras entre avô e neto mais do que na produção de qualidade.

“Em Guerra com Vovô” – Trailer

*Texto por Caroline Dias


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