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O automóvel como ícone pop da Indústria Cultural

Na indústria do áudio e audiovisual, os automóveis podem tomar o papel de protagonistas das produções – e ditam tendências do futuro

O automóvel pode ser considerado um ícone pop da Indústria Cultural. Surgindo na segunda metade do século XIX, os automóveis apareceram como uma opção para substituir as carruagens tracionadas à cavalo, que causavam um odor incrivelmente ruim nos grandes centros urbanos da época, pela grande quantidade de esterco nas ruas. Apesar de estar intimamente ligado ao século passado, os primeiros protótipos dos automóveis que conhecemos hoje remontam um passado de dois séculos, quando os primeiros veículos a vapor surgiram no mundo. 

Automóvel
Veículo Benz, de 1886, com um motor a gás embutido. Crédito: Reprodução.

Evidentemente que eles se popularizaram nos primeiros quinze anos do século passado, com as novas formas de produção introduzidas por Henry Ford. Desde então, o automóvel sempre esteve ligado ao nosso cotidiano. Cada vez mais acessível, a quantidade de automóveis no mundo cresceu a níveis estratosféricos, tanto que, chegaram a ser um dos principais fatores da quantidade de carbono na nossa atmosfera. Hoje, os rumos apontam para uma mobilidade mais eficaz, com o desenvolvimento de forças motrizes mais limpas.

 


 

Além de sua popularização, os automóveis podem ser considerados “pop icons” pela cultura de cada país ou por algum movimento. Na França, o Citroën 2CV foi um dos carros mais populares do país e que se popularizou por toda a Europa, enquanto a Volkswagen Kombi foi muito atrelada ao Movimento Hippie na década de 1960 e o Volkswagen Fusca se tornou um ícone brasileiro.

No outro espectro da cultura pop, temos a produção cultural, ligada a cenários hollywoodianos, animações e seriados. Filmes de perseguição, ação e outras categorias sempre tiveram automóveis como papéis secundários. Mas e quando a produção faz com que os automóveis sejam os atores principais? A coisa fica bem mais limitada, mas não impossível. 

O automóvel como ícone pop da Indústria Cultural
Herbie é protagonista de 6 filmes da Disney. Crédito: Reprodução

O carismático Fusquinha, não fez sucesso apenas no Brasil, como você pode pensar. Um dos maiores ícones mundiais do mundo automotivo também foi um grande personagem do cinema. Quem não lembra do Herbie, aquele Fusca cheio de emoções, decisões e ações que julgaríamos como bobas e irreais? Ter um carro com sensações humanas, inteligência, personalidade (bem forte, podemos dizer) e com o carisma que o Herbie tem, fez com que a Disney criasse uma franquia de filmes de sucesso.

Foram seis longas produzidos entre 1968 a 2005, como as aventuras do pequeno “besouro” por várias regiões do mundo, a fim de competir as provas (bem) loucas. Fazendo parte da infância de muitos “noventistas”, essa trilogia usava sempre um Fusca 1963 cor branco pérola com placas da Califórnia.

Outra produção antiga que fez sucesso é a série Super Máquina, que tem como um dos personagens principais um Pontiac Trans Am chamado K.I.T.T, no Brasil passou nas telas do SBT e da Record. A série teve quatro temporadas entre 1982 a 1986 e um remake em 2009, com novos personagens e com um novo K.I.T.T (nesse caso era um Ford Mustang). A produção aborda sobre a inteligência artificial do carro que ajuda um policial disfarçado, Michael, a desvendar vários casos de espionagem em Las Vegas. O carro é uma das principais armas do personagem, construído com uma liga molecular que o torna indestrutível, a prova de tiros e explosões, dotado de um computador com sistema (precursor) de inteligência artificial e comandado por voz.

Coincidência ou não, tanto o Herbie como o K.I.T.T tinham um irmão gêmeo do mal, que no caso do Herbie era o Horace, enquanto do K.I.T.T era o K.A.R.R. Ambos os casos eram projetos de laboratório mal sucedidos que em algum momento chegaram a se enfrentar. 

No mundo do cinema ainda podemos ter uma série de outros filmes, que vão desde terror como Caça Fantasmas com a Ecto-1, uma Cadillac Miller-Meteor Ambulance Fleetwood 1959, e o Christine, um carro assassino que tinha uma maldição sobre um belíssimo Plymouth Fury 1957 ou o DeLorean DMC-12 do clássico De volta para o Futuro. Curiosamente todos ligados por um período específico entre a década de 1960 a 1990, quando a tecnologia passou a estar mais presente nos automóveis. 

O automóvel como ícone pop da indústria cultural
O carro pertence a Dean Winchester e foi passado a ele por seu pai. Crédito: Reprodução.

Há ainda personagens secundários como o Chevrolet Impala preto de Supernatural, uma dos seriados mais longos dos últimos anos, que também marcaram as telinhas. Mas os anos se passaram, criou-se a franquia Velozes e Furiosos em 2001, que não tinham os carros como personagens principais mas, sem eles, os quase dez filmes não teriam sido lançados.

Mais tarde, em 2006, a Disney-Pixar fez muito marmanjo voltar a ver desenho animado com Carros, que ganhou continuidade até a terceira continuação. No filme, carros e humanos são “mixados”, uma vez que não existe a personificação de seres humanos como pessoas, mas como automóveis – com características de humanos com olhos, boca, fala e todos os sentimentos possíveis.

Uma coisa em comum com algumas das obras citadas até aqui, é a ligação do automóvel com a tecnologia. O surgimento de softwares e computadorização das coisas tem feito com que mundo tenha mudado e muito nos últimos 20 anos. A inteligência artificial do K.I.T.T pode estar ligado hoje com o saber qual melhor caminho tomar para evitar o tráfego, por exemplo.

A condução autônoma, a capacidade do carro de se dirigir sozinho ou sem a necessidade constante do motorista, pode ser vista no Herbie, ou os sentimentos (especialistas acreditam que os carros terão essa capacidade no futuro) vistos nos filmes infantis que Carros trouxe, refletem um futuro que a ficção oitentista e noventista até almejava, mas nunca soube se seria realidade. Até o desenho animado Jetsons, com os seus carros voadores, parecem ter sido visionários ao pensar no carro voador, mesmo que essa não seja uma das tecnologias que a pessoa que vos escreve espera ver num futuro próximo. Para tudo tem um limite.

 

Para conhecer mais do autor deste texto, acesse: www.conexaoautomotivabr.com  

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