passagem secreta

Passagem secreta – Resenha

Dirigido pelo diretor Rodrigo Grota e com roteiro de Roberta Takamatsu, Passagem Secreta traz em sua uma hora e meia de filme a receita de tudo que tem dado certo nos últimos anos: narrativas de suspense/terror, protagonizadas por crianças curiosas que se veem no meio de um mistério. 

A trama de “Passagem Secreta” começa com Alice, uma menina que precisa se mudar às pressas para fugir de um lar abusivo, e para isso sua mãe entrega a menina aos cuidados do seu tio Heitor, que é proprietário de um parque de diversões e é também um homem aparentemente bondoso, mas que carrega em seu olhar muitos mistérios. 

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Do outro lado da história temos, Sofia, Vico e Orelha, completando o elenco infantil do filme, aprontando as criancices de sempre na escola. Os dois núcleos se encontram quando Alice e Heitor ficam hospedados na pousada da mãe de Sofia. 

A partir do encontro entre Alice e Sofia, Vico e Orelha, as diversas referências a clássicos recentes e antigos do terror começam a aparecer, como em Stranger Things e It – A Coisa, mas é também nessa parte que as coisas começam a degringolar. 

A história de Sofia é contada de um jeito um pouco atropelado após a saída da casa da mãe, o que além de ser uma pena é também um grande desperdício pois a intepretação de Luiza Quinteiro como Alice é muito bacana, e tinha potencial para gerar uma maior empatia no público, mas devido a algumas escolhas de roteiro o desenvolvimento da menina acaba em segundo plano. 

A relação entre o núcleo infantil também poderia ter sido construída melhor, uma vez que Alice é literalmente puxada a construir uma relação com as outras crianças. Tudo é feito de um jeito muito corrido. 

Por outro lado a ideia em si de um filme de “investigação e crianças brasileiro” é bem interessante, já que por mais que seja legal ver como as coisas acontecem nas produções estadunidenses, não há aquela conexão, já que os estilos e culturas escolares de lá são bem diferentes. Porém, faltou desenvolver melhor. 

O momento de clímax da história também se perde daquele que a história propõe, muito por falta de um desenvolvimento melhor dos personagens lá no começo/meio do filme, uma vez que é nesse momento de descobrimento da “Passagem Secreta” que Alice precisa fazer escolhas empáticas com seus novos amigos, mas a empatia entre eles não foi criada quando deveria, além do que outras escolhas de roteiro acabam por tornar esse momento de tensão muito confuso, distanciando-se do público infantil, juvenil e adulto por falta de coesão. 

Em resumo, a ideia de “Passagem Secreta” é muito interessante, talvez com mais meia horinha de filme a história se tornasse o que ela se propõe a ser, mas com o tempo apertado a história acaba também sendo prejudicada, infelizmente. 


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