Space Jam: Um novo legado

Space Jam: Um Novo Legado traz nostalgia mas deixa de divertir

Space Jam: Um Novo Legado estreia com os mesmos divertidos ingredientes e exagerado em efeitos visuais

Space Jam: Um Novo Legado prometeu muito nos trailers mas não cumpre nas duas horas de filme. Classificação indicativa dada como livre mas ainda assim é perceptível que a indústria da Televisão, do Cinema e do Entretenimento tem investido em produtos que fizeram sucesso no passado fazendo com que a chama da nostalgia renasça dentro dos cinéfilos das gerações Y e Z.

Com a notícia de que haveria um outro jogo entre um super astro do basquete americano com os personagens do Looney Tunes contra alienígenas, os fãs da WarnerBros puderam comemorar e criar expectativas do que viria por aí.

O filme de Malcom D. Lee carrega uma carga de nostalgia vital e revigorante para as gerações passadas. A nostalgia de rever personagens inesquecíveis e relembrar aqueles com as suas características memoráveis faz com que o sorriso, através da máscara, nunca se feche.

As referências de outros sucessos da Warner, como Matrix, foram incluídas no roteiro assim como as referências das travessuras lunáticas dos personagens de Lonney Tunes.

O telespectador pode se emocionar com as referências mínimas e diversas do primeiro filme apesar do atual ser diferente por conta da tecnologia que faz o longa acontecer. Em 1996, Space Jam marcou o super astro do basquete Michael Jordan como protagonista e agora, em 2021, Space Jam: Um Novo Legado é estrelado pelo basquetebolista norte-americano LeBron James que, segundo a CNN, ficou muito nervoso para fazer jus a Jordan em sequência do filme.

O filme traz efeitos visuais e cenas clássicas de animação, traz e causa efeitos especiais em cenas de alta adrenalina como a esperada cena do jogo; que me fez ter a vontade passageira de estar lá assistindo à partida decisiva.

Space Jam: Um Novo Legado
LeBron James e Pernalonga: uma dupla que seria legal de assistir na vida real. WarnerBros/Divulgação

O filme também traz o bom, velho e repetitivo padrão da jornada do herói. Onde LeBron James tem que se esforçar, de maneira tripla, como jogador de basquete e pai de família para salvar tudo e a todos.

O telespectador tem que ter em mente, também, que o filme não é para ser do tipo que ganha prêmios renomados do cinema, como Melhor Drama ou Melhor Roteiro. Space Jam: Um Novo Legado traz atores de verdade mas continua destacando mais um jogador de basquete da vida real. O longa é o tipo de filme para se assistir em família para que, depois, as melhores cenas do mesmo virem memórias divertidas entre pais e filhos na hora do jantar.

Com filmes do tipo divertido como esse, não se pode esperar um primor de roteiro. As imagens e seus efeitos falam por si só e até porque, no caso do filme, já somos grandes o suficiente para sabermos o final.

O que conta nessa divertida aventura lunática, intergaláctica e tecnológica são os efeitos especiais e visuais inseridos na obra. Por exemplo, efeitos da transformação dos personagens onde a textura dos pelos e da pele de cada um deles fica reconfortante de se assistir e mais próxima do real.

A tecnologia que é apresentada no decorrer do filme é usada através o videogame de Dom, filho de LeBron, e adiciona uma poluição visual até aceitável, mas exabundante. Ferramentas do cotidiano como as transmissões ao vivo e algoritmos das redes sociais acabam servindo como um norte para o público da geração atual.

Esses detalhes inseridos no roteiro caem como luva para que a produção usasse e exagerasse nos efeitos visuais e nos efeitos especiais de maneira extraordinária, imersiva, encantadora e excessiva.


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