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8 mangás que pedem versão para anime

Shoujos que mereciam espaço nas telinhas (ou voltar para elas)

Como bons fãs de romance, corações palpitantes e vergonha alheia, todos temos nossa conta de sofrimento quando se trata de adaptações para anime, principalmente quando a obra original segue em publicação, mas o anime precisa terminar, seja sem final ou com um último episódio filler (só para a TV). Eu poderia listar vários, mas a intenção é mencionar só algumas obras, para ter uma ideia (anime é ótimo, mas não se esqueçam de dar uma chance e ler o mangá também, ok?).

Sem mais enrolação, vamos lá:

1. Hirunaka no Ryuusei

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Da autoria de Mika Yamamori, Hirunaka no Ryuusei (Daytime Shooting Star) foi publicado entre 2011 – 2014, com 13 volumes. A história acompanha Yosano Suzume, uma jovem do interior que, para não ter que se mudar para Bangladesh com seus pais, resolve ir morar com seu tio em Tokyo. Nem bem chegando em Tokyo, a coitada se perde e acaba sendo ajudada por Shishio Satsuki. Um novo dia, um novo começo e, bem em seu primeiro dia de aula, eis que ela descobre que Shishio é ninguém menos que seu professor.

Esse mangá é muito interessante por não ser previsível, rola aquele famoso triângulo amoroso e você fica durante um bom tempo pensando com que essa jovem vai terminar (afinal é shoujo né, tá implícito que sozinha ela não fica). Garantia de confissões, términos de relacionamento, um pouco de polêmica em relação aos casais e… vou parar por aqui.

O curioso é que Hirunaka no Ryuusei fez muito sucesso na época de publicação, mas só chegou a receber uma adaptação para um filme live action (cadê nosso anime?).

2. Hori-san to Miyamura-kun (vulgo Horimiya)

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Essa comédia romântica foi escrita por Hero e publicada como web mangá em 2007. Em 2011, ganhou uma versão mangá, com arte de Daisuke Hagiwara e segue em publicação desde então (chegou a ter 4 OVA, mas não é o suficiente, né?). A história é bem simples, o que faz esse mangá brilhar são seus personagens (sem contar os momentos cômicos).

O foco está em Hori Kyoko, uma colegial popular, mas que fora da escola costuma se vestir de forma simples e cuidar do seu irmão mais novo (segredos que ela esconde dos colegas de classe). Contrastando com Hori, temos Miyamura Izuki, um colega de classe nerd, tímido e com um ar meio melancólico, mas fora da escola ele usa vários piercings e tem tatuagens (normal por aqui, mas lá né…). Circunstâncias fazem com que os dois descubram esse outro lado de ambos e resolvam manter o segredo dos outros.

O fato de que esse é o casal principal está claro, como o dia. O ponto-chave aqui é o desenvolvimento desse relacionamento. Diferente do que normalmente acontece nesse tipo de história, não temos toda aquela enrolação sobre confessar seus sentimentos, querer estar mais próximo um do outro e excesso de drama. Os personagens são decididos e as interações vão surgindo naturalmente.

3. Dengeki Daisy

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Obra de Kyosuke Motomi, publicada entre 2007 – 2014, com 16 volumes. Dengeki Daisy conta a história de Kurebayashi Teru que, depois da morte de seu irmão mais velho, o único contato que ela tem é o número de celular de uma pessoa chamada “Daisy” que, segundo seu irmão, cuidaria dela. Daisy acaba virando uma presença importante na vida dela, mesmo que só se comunique por mensagens de texto.

Em um dia ruim, sofrendo bullying, Teru acaba quebrando a janela da escola e é obrigada a ajudar o zelador Kurosaki Tasuku, como punição. No começo era uma mera relação de mestre e serva, mas Teru começa a se apaixonar por ele (alerta de sofrência, rola bastante).

Como tudo está conectado, logicamente que Kurosaki tem relação com esse tal Daisy e seu falecido irmão (relação que obviamente eu não vou contar). Pode até ser um shoujo, mas rolam vários momentos de tensão e perigo por tudo que não sabemos sobre o passado do irmão de Teru. No começo é de se estranhar o desenrolar da relação entre Teru e Kurosaki, afinal ela tem 16 anos e eles seus 24 anos (alô, é da polícia?), mas é uma relação respeitosa, na medida do possível e da legalidade para quem estiver preocupado.

4. Ouran High School Host Club

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Esse belíssimo espécime de mangá é de Hatori Bisco, foi publicado entre 2002 – 2010, com 18 volumes, e chegou até a ser vendido no Brasil, pela Panini. Ganhou um anime de 26 episódio (com uma abertura inesquecível), mas como o mangá ainda estava sendo publicado, o final do anime é diferente do original.

Rapidamente, Fujioka Haruhi é uma garota pobre que estuda num colégio de elite, graças a uma bolsa de estudos. A forma de se vestir faz com que a confundam com um garoto. Um dia acaba entrando sem querer na sala onde fica o famoso Host Clube da escola e na pressa de fugir, acaba derrubando um vaso caríssimo. Pra pagar o prejuízo, ela é forçada trabalhar no host club e, numa dessas, acaba virando integrante da equipe como host.

Como eu disse, pudemos ver o começo dessa história em anime, mas algumas das melhores partes não entraram na adaptação. Dentre essas partes, está um aprofundamento no passado dos membros do host club (passados trágicos, logo aviso). Sem falar que, o principal, que é a evolução da relação entre a Haruhi e Tamaki Suoh, também ficou de fora (as partes mais dramáticas do shoujo). Seriamente falando, Ouran merecia no mínimo um reboot, tipo o que rolou com Fruits Basket (#ficadica).

5. Last Game

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Esse shoujo é de autoria de Shinobu Amano, publicado entre 2011 – 2016, e conta a história de dois universitários Yanagi Naoto e Kujo Mikoto, que se conhecem desde a escolinha. Yanagi sempre teve tudo (dinheiro, inteligência, beleza…) e nunca perdeu pra ninguém, até conhecer a Kujo, uma menina pobre, mas esforçada. Depois de só perder em tudo pra ela, ele decide, unilateralmente, que os dois são rivais (a menina não tá nem aí, mas enfim).

Essa rivalidade segue até a faculdade, onde ele cria um “último jogo” pra decidir de vez quem é o melhor. A ideia é fazê-la se apaixonar por ele e depois partir seu coração. Mal sabia que seria ele quem acabaria caidinho por ela…

Yanagi é hilário nas suas tentativas frustradas de fazer a Kujo se apaixonar por ele e, ao mesmo tempo, negar o que ele mesmo sente. Ele tenta várias vezes impressiona-la com tudo que pode oferecer, mas ela é uma jovem simples, não se importa com essas coisas. Pensa num anime desses, bicho.

6. Akatsuki no Yona

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Essa aqui já chegou a ganhar até resenha própria aqui no Nerd Recomenda, então não entrarei muito em detalhes (vai lá conferir eu puxando saco dessa história!). O mangá, escrito por Mizuho Kunasagi, segue em publicação, desde 2010, com 31 volumes, e ganhou um anime.

Yona é a princesa do reino de Kouka que cresceu cercada pelo luxo, protegida de tudo. Em seu aniversário, ela presencia um golpe de Estado e a morte de seu pai pelas mãos da pessoa que amava. Ela foge do palácio com Hak e resolve botar a mão na massa pela primeira vez.

O anime cobre bem o começo da história e seus personagens, não deixa nada a desejar. O que falta mesmo é uma continuação, para cobrir os novos arcos e a evolução da relação entre a Yona e o Hak, além dos conflitos entre os reinos.

7. Noragami

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Noragami é escrito por Adachitoka e segue em publicação desde 2010, ganhando duas temporadas de anime (pode ser considerado tanto shounen como shoujo). Felizmente, este mangá também é publicado no Brasil, pela Panini.

Conta a história de Yato, um deus menor e desconhecido que faz bicos por aí para conquistar seguidores e, um dia, ter seu próprio santuário. Um dia, no meio de um desses bicos, ele tromba com Iki Hiyori, uma colegial que o acaba salvando de ser atropelado, mas se acidenta no lugar dele. Depois disso, ela se torna capaz de sair do próprio corpo e pede para o Yato fazê-la voltar ao normal, assim começam altas confusões.

Os personagens são bem carismáticos, principalmente os deuses e não conseguimos nos cansar deles. Arcos que aprofundam a relação entre Yato e Hoyori, além do passado dele como deus da calamidade ainda não chegaram a ser adaptados, mas não custa sonhar. Atualmente o mangá segue um momento mais sério da história e não temos ideia do que vem por aí (é ansiedade o nome).

8. Soredemo Sekai wa Utsukushi

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Escrito por Dai Shiina, o mangá foi publicado entre 2012 – 2020, com 21 volumes, e chegou a ganhar um anime curto. Na história, Nike, a quarta princesa do reino da chuva tem o poder de invocar a chuva e acaba se mudando para o reino do sol, para se casar com o rei Livius, pelo bem de seu reino.

Chegando lá, ela descobre que o grande e assustador rei é, na verdade, uma criança ainda. No começo, eles claramente se detestam. O reizinho é mimado e não conhece gentileza, mas Nike não é do tipo que leva desaforo pra casa (crise na certa). Como qualquer shoujo, o relacionamento e as mudanças nos sentimentos de ambos vão sendo construídos pouco a pouco, em meio a várias ameaças, já que o rei não era o único fascinado pelos poderes de Nike.

O anime só nos traz uma mísera parte de toda essa história, de forma que grandes arcos, importantes para a história, não chegaram a fazer parte dele, assim como as viagens dos protagonistas para outros reinos, e o aprofundamento no horrível passado do próprio reino do sol (que de sol não tinha nada).

Por hoje é só, pessoal. Deixo claro que os números são só pra organizar, não tem uma “ordem de seleção” nem nada, e eu só selecionei 8 obras que conheço e já consumi (loucamente), mas que sei que existem várias outras que também mereciam essa chance de entrada no mundo da animação. E quando digo “adaptação para anime”, estou falando de uma boa adaptação, com uma animação bem feita, fiel ao mangá.

Lembrando que essa lista é baseada puramente na minha opinião pessoal, de histórias que eu gosto. Mas e aí, concordam com essa listinha? Quais outros mangás vocês gostariam de ver em anime?

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