Akatsuki no Yona - Nerd Recomenda

Akatsuki no Yona – Tragam-me a continuação!

Uma história cheia de potencial e um forte protagonismo feminino

Já ouviu falar de Akatsuki no Yona? Garota dos cabelos vermelhos? A lenda dos cinco dragões?

Também conhecido como “Yona of the down”, essa joia de shoujo é muito mais que um simples romance, com direito a guerras, seres místicos, traições e muito mais. Terminar de ver o anime e correr para continuar acompanhando essa história no mangá é quase uma obrigação.

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Mas deixa eu te situar primeiro. Akatsuki no Yona, como o título sugere, conta a história de Yona, uma princesa do reino de Kouka que cresceu cercada pelo luxo, protegida de tudo, sendo sua maior preocupação seus cabelos vermelhos e armados.

Sua mãe morreu quando ela ainda era pequenininha e foi seu pai, o rei Il (pronuncia-se Iru) que cuidou dela e do reino. Seu governo era considerado idealista e gentil, uma vez que ele não gostava de violência e proibia guerras, fazendo questão que sua filha nunca tivesse que pegar em armas. Até aí tranquilo.

Akatsuki no Yona IMAGINES
Nem parece que quer roubar o trono

No aniversário de 16 anos de Yona, temos o primeiro baque da história, quando a jovem presencia o golpe de Estado que leva à morte de seu pai pelas mãos de Soo-Won, filho de general e primo mais velho de Yona (e crush né, é importante),  num ato de vingança contra o assassinato de seu pai. Yona, escoltada por seu guarda costa Hak, general e próximo chefe da tribo do vento, foge do palácio e é dada como morta.

Seu mundo ruiu, seu primeiro amor a traiu, e sua vida nunca mais será a mesma. Depois dessa treta toda, Yona precisa deixar de ser “princesinha” e lutar pelo seu lugar num mundo, que é bem diferente do que ela imaginava. Não tem tanta gentileza assim e a miséria toma conta de várias regiões. Pode não parecer, mas tudo isso rolou só no primeiro episódio, ou seja, tem muito chão pela frente.

Como eu disse, ela era como um pássaro naquela gaiola chamada palácio, então ela não tem ideia de como é o mundo lá fora. Com a ajuda do Hak, ainda que a contragosto dele, ela começa a aprender a usar o arco e flecha e lutar com espadas.

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Em nova jornada, ela descobre ser a reencarnação do rei Hiryuu, conhecido como o dragão vermelho. Essa revelação a leva ao encontro dos quatro dragões lendários (em forma humana, claro) que, junto do rei Hiryuu, fundaram o reino de Kouka 2.000 anos atrás. O objetivo: pegar de volta o trono.

Akatsuki no Yona conta com muitas reviravoltas. Primeiro temos o próprio traidor Soo-Won que, apesar dos meios, acaba se tornando um bom governante do reino e conta com a confiança do povo e dos demais chefes de tribo. Os mais afetados pelo golpe foram, de fato, a Yona e o Hak, que era seu melhor amigo, mas também adorava o antigo rei. Como tirar do poder alguém que está fazendo um bom trabalho governando?

Akatsuki no Yona
Tem que garantir a janta, não é mesmo…

A protagonista vive um conflito interno por conta de seus sentimentos por Soo-Won. Ainda assim, a evolução dela ao longo da história é clara, dominando o arco e flecha e tornando-se uma boa líder para os dragões. Ela é corajosa e não mede esforços para ajudar quem estiver em perigo. Seu protagonismo brilha (isso aqui se chama “girl power”). Esse lado dela vai ficando mais evidente, principalmente no mangá, que traz arcos abordando temas como tráfico de drogas na tribo da água e uma guerra entre os reinos inimigos e a tribo do fogo.

Mas não pense que os demais personagens ficam ofuscados. Temos a chance de nos aprofundar no passado dos descendentes dos dragões que, diferente do que se poderia imaginar, em sua maioria não eram vistos como deuses, mas tratados como aberrações.

Há também a participação de outros personagens com grandes mudanças que nem chegaram a brilhar no anime, mas fazem diferença no mangá, como Kan Tae-Jun, segundo filho do chefe da tribo do fogo (o babaca que queria casar com a Yona), e Lili, filha do chefe da tribo da água que ajuda Yona com o tráfico na tribo e, depois, acaba se aproximando do próprio Soo-Won.

Mas cadê o romance nisso tudo? Não era shoujo?

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Claro que temos aqueles momentos que fazem o coração bater mais forte, a maioria envolvendo o Hak e a Yona. Hak sempre foi apaixonado por ela, assim como ela sempre gostou do Soo-Won. A diferença é que Hak sabia para quem eram os sentimentos dela e, por ser o guarda costa e amigo do Soo-Won, ele meio que se conformou e passou a desejar a felicidade dos dois.

Mesmo depois de toda a treta, ele até dá umas indiretas (e que indiretas!), mas nunca toma de fato a iniciativa. Nessa, ele acaba entregando como se sente pois não imagina, nem em seus maiores sonhos, que Yona possa retribuir o sentimento (isso rende momentos hilários). A questão que eu levanto aqui é, será que, depois de tudo que passaram juntos, Yona não sente nadinha pelo Hak? (ao longe, eu sussurro: “vá para o mangá”)

Akatsku no Yona
Capa do vol.12

Detalhes técnicos: Akatsuki no Yona é um mangá de Mizuho Kusanagi, que segue em publicação desde 2010. Uma adaptação para anime foi feita pelo estúdio Pierrot (sucessos como Naruto e Bleach passaram por eles), com 24 episódios + 3 ovas, que contam a história de um dos dragões.

Quando digo para lerem o mangá, não é porque estou fazendo desfeita do anime, longe disso. O anime é muito bom, adoro as vozes escolhidas, a arte é linda, etc. É só que, assim como muitos outros shoujos, eles terminam o anime e nunca lançaram uma continuação, enquanto a história segue pegando fogo no mangá.

Daí, tem muita gente que não sabe ou não gosta de seguir acompanhando a história pelo mangá, mas deveriam reconsiderar a ideia. Então, minha indicação aqui é um combo (anime + mangá), não perca nem mais um dia sem conferir essa obra!

Por: Letícia Vargas

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