All of us are dead

All of us are dead: a epidemia de zumbis

Adolescentes no meio de uma crise, esquecidos por Deus e o mundo

All of us are dead  é um dorama coreano de ficção científica que traz um grupo de adolescentes tentando sobreviver na escola, dominada por um vírus que transforma as pessoas em zumbis, enquanto espera o resgate (falando assim parece um pouco o anime High School of The Dead, mas para por aí).

Antes de o caos ser instaurado, o dorama começa mostrando um dia normal dos estudantes, nenhum deles estava infectado até então, porque o vírus, em questão, foi criado em laboratório pelo professor de ciência Lee Byeong-chan (Kim Byung-chul), pois o mesmo queria uma forma de deixar o filho mais forte para resistir ao bullying que sofria (a ideia já é ridícula na essência, mas vamos embarcar).

O filho dele virou um zumbi, mas ele seguiu estudando os efeitos do vírus e, um belo dia, uma das estudantes entra no laboratório da escola e acaba sendo mordida por um ratinho, daqueles usados como cobaia. Infelizmente, esse ratinho portava o vírus zumbi e, mesmo que o cientista tenha contido a menina no começo, ela acabou escapando e, a partir daí, é um infectado mordendo outro e vira uma pandemia em questão de horas.

Toda a cidade acaba infectada e entra em estado de evacuação, as autoridades fecham as fronteiras entre as cidades, para barrar o vírus e os que conseguem escapar vão para uma área de quarentena. Porém, parece que o governo não deu a mínima para os estudantes, a escola foi ignorada, ninguém foi até lá para, sequer, ver se ainda tinha algum estudante vivo. O grupinho principal segue lá, esperando um resgate que nem sabe se virá e, a cada episódio, parece que vai perdendo mais gente.

All of us are dead

Personagens de destaque

Primeiro de tudo é Nam On-jo (Park Ji-hu), a jovem estudante que traz as esperanças da galera para cima, seu pai, Nam So-ju (Jeon Bae-soo), é socorrista e ela tem plena fé que ele virá salva-la ou que mandará alguém para ajudá-los. O próprio pai dela protagoniza certos momentos em que se arrisca para tentar chegar até a escola da filha.

O próprio professor de ciências, Lee Byeong-chan (Kim Byung-chul), que criou o vírus merece destaque, já que será com sua ajuda e informações que a galera tentará encontrar a cura para a zumbificação.

Também temos o detetive Song Jae-ik (Lee Kyu-hyung), que prendeu o professor que inventou o vírus. Quando o caos se instaurou, o professor compartilhou com ele que a possível cura estaria dentro de seu computador, que está na escola, de forma que o detetive saiu pelas ruas, em meio à multidão de zumbis, para tentar chegar a escola, também.

E, também, o famigerado “antagonista”, Yoon Gwi-nam (Yoo In-soo), o garoto que vivia fazendo bullying com os outros alunos e ele vai sacrificando todo mundo para se salvar. Em certo ponto, ele acaba sendo mordido, mas, já dizia o ditado, “vaso ruim não quebra”, então é claramente nele que o vírus sofrerá modificação e torna-lo mais perigoso do que ele já era. O pior é que ele fica obcecado em perseguir e matar o Lee Cheong-san (Yoon Chan-young) que foi o “responsável pela sua morte”, ou seja, ela atormentará o grupinho de alunos sobreviventes.

Pontos interessantes

A tal “pandemia de zumbis” se passa cronologicamente numa realidade pós COVID-19, tanto que a doença e protocolos utilizados foram mencionados mais de uma vez. E, assim como com a COVID, o dorama mostra todos os tipos de reações da população. Temos aqueles que protestam fervorosamente e não querem que as pessoas da cidade entrem em outras cidades, pelo risco de contaminação, mesmo que elas estejam correndo risco de vida (empatia morreu). Temos as pessoas que não acreditam, que fazem piada ou tentam tirar proveito da desgraça alheia. E, por fim, o governo mostrando que ele não sabe agir em momentos de crise, como sempre.

O dorama, por ter poucos episódios, já nos trouxe informações de que o vírus sofre “mutações” dependendo do hospedeiro, de forma que ao longo dos episódios, algumas pessoas infectadas sofrem a transformação, mas conseguem manter a consciência, então eles não saem mordendo todo mundo descontroladamente, mas isso torna tudo até mais perigoso. Afinal, uma coisa é um zumbi que morde, mas não tem capacidade intelectual para abrir uma porta de correr, outra é um zumbi que te reconhece, tem mágoa de você e bola uma estratégia para te matar.

All of us are dead

Pontos a serem melhor explorados

Se tem uma coisa que eu gostaria de ver mais são cenas mais “gore”, tirando um zumbi mordendo e puxando a carne da bochecha de alguém, outro que parecia estar comendo os intestinos de outra pessoa ao fundo, sem muito foco, o resto são mais mordidas mesmo. Mas pode ser também que eu esteja sendo um pouco tendenciosa por assistir várias temporadas de The Walking Dead e estar esperando algo grotesco naquele nível, não acontecerá. A faixa etária do dorama é 16 anos.

Além disso, acho que eles perderam muito tempo na escola, à espera de um milagre, antes de tentarem escapar, deveriam tê-lo feito antes e o roteiro se aproveitado para explorar mais os arredores da escola, o que aconteceu com o resto das famílias dos estudantes, por exemplo. Mesmo o final, eu esperava um pouco mais, se bem que, com uma ideia tão vasta como epidemia zumbi, eles podem estender a história para novas temporadas, e o final sugere isso. Mas esperava uma “conclusão” mais interessante no final e algumas respostas que senti falta.

Por mais que não tenha conexão direta com o filme coreano “Train to Busan”, que também tratava da temática zumbi, o próprio é mencionado no dorama, como referência cinematográfica mesmo, e os zumbis realmente apresentam características parecidas com as que vimos no filme de 2012. 

All Of Us Are Dead possui 12 episódios e está disponível na Netflix, inclusive com dublagem em português, e, claro, é mais uma série de zumbis, não foge muito das propostas de outras séries, porém para quem gosta do gênero, posso dizer que não é ruim. Toda a produção do dorama é boa, a caracterização dos zumbis, interpretação dos atores, não é uma série de “baixo orçamento”.

Trailer:

Por: Letícia Vargas


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