Os personagens de Dota: Dragon's Blood

DOTA: Dragon’s Blood, uma animação divertida e com potencial

A mais nova serie animada produzida pela netflix apresenta qualidade e potencial para se tornar icônica.

Baseada em DOTA 2 – famoso precursor do gênero MOBA (arena de batalha multijogador online) – Dragon’s Blood adapta e expande os pequenos fragmentos da sua história caótica. O resultado é uma animação divertida e muito assistível que, se renovada, pode ter um futuro brilhante entre as demais animações já produzidas pela Netflix.

A série se passa num mundo de fantasia medieval muito similar ao cenário consagrado no imaginário popular. Senhor dos Aneis, Dungeons & Dragons, todas as referências estão lá. Nesse mundo fantástico acompanhamos a história de Davion o Cavaleiro Dragão, que acidentalmente se envolve no conflito entre dragões anciões e o demônio Terrorblade, que deseja capturar as suas almas.

Primeiras impressões

Cinco minutos adentro é o suficiente para se ter ideia do que está por vir. O piloto se inicia com uma clássica sequência de apresentação do universo. Aprendemos sobre as entidades O Iluminado e O Temido, fontes de todo o conflito, e sobre Terrorblade, o vilão principal.

Logo em seguida começa uma cena de batalha entre o protagonista Davion, um grupo de guerreiros, e uma de suas caças, um jovem dragão. A ação tem um ritmo adequado e animação do Studio Mir – responsável por Avatar: A Lenda de Korra – é caprichada e muito expressiva. A mistura entre 3D e animação tradicional pode criar certo incomodo, mas proporciona uma ótima exploração do cenário e das capacidades dos personagens.

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Depois de sua batalha, Davion retorna para uma taverna na cidade e conhece Mirana, uma princesa exilada que busca retornar para seu reino as flores de lótus roubadas do jardim de sua deusa, Selemene a usurpadora. 

O episódio termina com o conflito entre Terrorblade e o dragão ancião Slyrak. Ao tentar intervir, Davion acaba com Slyrak preso em seu corpo. Ao final, a promessa que fica é a de uma aventura recheada de batalhas emocionantes. Entre a jornada de Davion para se livrar da besta dentro de si e ajudar a princesa Mirana a série desenvolve sua história, ficando mais e mais complexa a cada episódio.

Referências, referências, referências!

Se você já jogou DOTA 2 não terá motivos para não gostar da série logo de cara. A história é tirada diretamente do jogo e o produtor Ashley Edward Miller (Thor, X-Man: Primeira Classe), junto do seu time de escritores, não poupou esforços para explorá-la.

Quatro dos personagens principais são heróis do jogo original, sendo eles: Davion, Mirana, Luna e o Invocador – o último, com um arco de personagem particularmente agradável para quem gosta de drama. Todos tem suas habilidades adaptadas para a tela proporcionando diversos momentos “ah-ha!” para os jogadores que assistem. A armadura do Cavaleiro Dragão, a montaria da princesa, a arma de Luna, as esferas do Invocador e muitos outros detalhes foram devidamente adaptados.

A série se dedica também a mostrar NPCs, raças e muitos outros detalhes que invadem a tela como easter eggs. Muitos fãs gostaram da animação e alguns até mesmo afirmam ter sentido uma certa nostalgia, um sentimento de orgulho de ver um jogo querido ganhar nova forma e visibilidade. Se você é um fã você com certeza vai gostar, mas caso não seja…

Você deveria ver a animação?

Se você gosta de animações como Avatar: A Lenda de Korra ou Sangue de Zeus, certamente! DOTA: Dragon’s Blood carrega muito potencial em diferentes esferas. A história é complexa e bem planejada, conseguindo unir uma boa variedade de personagens com desejos e personalidades únicas, mas que tem seus caminhos cruzados e convergindo para um único enredo principal.

A animação é bem feita e os designs são originais e interessantes. As cenas de flashback são estilizadas e apesar de algumas técnicas não funcionarem muito bem, elas ainda podem ser muito melhoradas e exploradas.

A série tem alguns problemas de roteiro e de paço. Ela começa devagar e se concentra, em seus dois primeiros episódios, em construir o set up. Por causa disso alguns personagens são introduzidos para desaparecer logo em seguida. Algumas ações e comportamentos parecem clichê e o espectador menos inteirado no mundo do DOTA pode se sentir um pouco perdido, sem se importar muito com os personagens e o enredo.

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Mas a perspectiva fica melhor no terceiro episódio, onde compreendemos as motivações de Davion e Mirana, assim como também começamos a adentrar a história mais profundamente. A partir do quarto episódio o conflito finalmente aparece e a jornada começa pra valer. É difícil não querer continuar vendo depois desse ponto, então é só uma questão de paciência.

Atualmente a Netflix tem feito bons investimentos em séries animadas ocidentais, tendo gerado ótimos títulos como O Príncipe Dragão e Castlevania. É seguro dizer que Dota: Dragon’s Blood está no meio termo entre esses dois, fornecendo personagens carismáticos, drama, temas adultos e uma boa quantidade de gore. Se a série manter o seu ritmo e estilo de roteiro ela certamente chegará ao mesmo patamar dessas grandes animações já adoradas pelo público.

Por: Aquiles Rodrigues

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