Fena: Pirate Princess

Fena: Pirate Princess – Em busca do Éden

A marginal branca e sua tripulação de samurais assassinos procurando respostas

Fena: Pirate Princess (no original: Kaizoku Ojou) é anime de fantasia que se passa numa versão alternativa do século XVIII sendo feito em coprodução entre a Crunchyroll e a Adult Swim, entregando uma arte linda e personagens cativantes, mas deixando um pouco a desejar no roteiro.

A história começa com Fena Houtman, uma órfã, sobrevivente de um naufrágio e foi criada numa ilha onde as mulheres são tratadas como mercadoria, servindo apenas para satisfazer os homens. Porém, antes de ser forçada a passar sua primeira noite com um homem, Fena consegue escapar, com a ajuda de dois senhores que serviam à sua família no passado, além de obter a ajuda de um grupo de samurais assassinos para partir da ilha e velejar até a ilha do tal grupo assassino.

Nessa ilha, Fena aprende sobre seu passado, sobre a importância de sua família (Fena é uma princesa), a promessa desse grupo de assassinos de proteger a família Houtman e sobre um segredo que somente a família Houtman conheceria, porém, Fena é a única viva, de forma que eles precisam descobrir qual segredo é esse (e parece que tem relação com uma barra de cristal, loucura).

Fena: Pirate Princess

Dessa forma, um grupo de assassinos é convocado para viajar com Fena nessa jornada em busca desse segredo (que mais para frente saberemos se tratar da localização de um lugar chamado Éden). Entre eles, temos uma figura conhecida da Fena, Yukimaru Sanada, o jovem que salvou a vida dela, na infância, naquele naufrágio. E, com ele, temos aí uns sentimentos que vão aflorando.

Personagens

A Fena é nossa protagonista e, como tal, eu esperava mais dela, além da simpatia que contagia a todos e suas conexões que a fazem importante para a descoberta do Éden. Digo isso porque, apesar de ser uma princesa, ela cresceu naquela cidade onde toda mulher é tratada como prostituta, esperava que, no mínimo, ela aprenderia algo sobre se defender, lutar de alguma forma, usar de suas artimanhas para não ser sempre o alvo fácil e a donzela em perigo. Ela até era conhecida como a marginal branca, poxa.

Ela realmente se interessa em aprender a lutar para não ser um fardo, mas o roteiro torna ela inútil em qualquer habilidade que não seja a de esperar para ser salva, poxa. O título é “princesa pirata”, só por ele você espera algo mais girl power, eu não senti isso.

Fena: Pirate Princess

Yukimaru é o salvador dela, sempre, e isso ele faz muito bem. Ele tem aquele jeito de personagem que não entende muito sobre como se relacionar com os outros e quando fica envergonhado as orelhas dele ficam vermelhas (foi a coisa mais fofa ali).

Temos o Shitan que é o maior protetor do Yukimaru, nunca conseguiu se igualar a ele na luta, mas jurou proteger o cara. Shitan também é o mais pé no chão e tenta não se deixar levar pela alegria contagiante da Fena, porque ele foi instruído de que ela é descendente de “bruxas” e, enfeitiça as pessoas para gostarem dela. Ele é uma boa pessoa, só está mal encaminhado.

Os demais, Karin, Enju, Kaede, Tsubaki e Makaba também fazem parte da tripulação e ajudam, cada qual com sua especialidade, a Fena. O conjunto da obra, de todos reunidos, é bem divertido, eles formam um bom grupo.

Fena: Pirate Princess

Eu não indicarei os vilões, até para não estragar quem que acaba se tornando um vilão, um aliado, deixarei para vocês experienciarem (talvez seja óbvio, mas enfim).

Como mencionei, o roteiro ficou meio fraco, parecia uma promessa com bastante coisa para entregar, mas não conseguiu trazer todo o potencial que essa obra poderia ter. Eu senti que os conflitos se resolviam rápido demais e sempre pelos outros porque, como falei, a Fena não consegue fazer nada sozinha. Nem quando o cara estava morrendo ela não pegou a droga da espada para tentar defender ele, só ficou lá caída em cima dele.

Do nada colocaram uma história envolvendo a Joanna D’Arc e toda uma descendência, trouxeram o passado da mãe da Fena à tona, mas sinto que foi muita informação para ser digerida em 12 episódios que, até então, era só um anime de piratas. O conceito foi interessante, mas não dá para trabalhar algo tão grandioso em um anime curto. 

Fena: Pirate Princess

Cuidado, spoiler do final!

O final decepcionou e nem expectativas eu tinha, a aparição de certos personagens, a conclusão da história do vilão (como assim, desse jeito?). Ele simplesmente ferra com a vida de todos, persegue a filha da mulher, mata pessoas por um amor doentio e aparece um espírito da mãe da Fena para buscar ele. Simples assim, perdoado, conquistou o que queria, se reunir com a mãe dela. 

Mesmo o Éden em si, me prometeram ser aquele lugar incrível que guarda todos os tesouros da humanidade, não achei tudo isso, e não ganhei nem um beijo do meu casal principal para apaziguar meu descontentamento, cortaram meu beijo!

—– Fim do spoiler—-

Pirate Princess está disponível na Crunchyroll, com 12 episódios e, por mais que eu tenha feito algumas ressalvas aqui, maratonei o anime e aproveitei o que pude do conteúdo.

Por: Letícia Vargas


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