final fantasy vii remake

Joguei Final Fantasy VII Remake e foi incrível (resenha sem spoilers)

A essa altura do campeonato nem preciso lembrar aos fãs de games de RPG que Final Fantasy VII Remake está disponível para compra em todo o mundo desde o dia 10 abril. O tão aguardado jogo já pode ser seu desde que, é claro, você não se importe de pagar a bagatela de R$ 247, 00 (preço atual na Amazon) por ele. É, esse dólar alto não tá ajudando, eu sei.

Mas aparentemente o preço não foi um empecilho pra muita gente por aí, pois em apenas 3 dias aproximadamente 3.5 milhões de cópias do game (!!!!!), incluindo mídias físicas e digitais, já tinham sido vendidas (mission success!).

Eu, Final Fantasy trash como sou, fui uma daquelas que, alegre e saltitantemente, abri mão de um rim pra comprar a mídia física na pré-venda. Zerei Final Fantasy VII Remake com 45 horas de gameplay, um Cloud nível 38, e um coração atordoado porque foram muitas emoções.

 

 

E agora, amigos gamers de plantão, vamos aos negócios, porque eu tenho muitas opiniões a compartilhar!

Pra começar, Final Fantasy VII Remake carrega muitas características trazidas primeiramente no Final Fantasy XV, agora ligeiramente reformuladas (e melhoradas, na minha opinião). A introdução do estilo rack n’ slash, que gerou opiniões controversas em FFXV, evoluiu para muito mais do que simplesmente apertar quadrado. 

Agora com a introdução do Tactical Mode, a batalha entra em slow motion enquanto o jogador tem a chance de escolher uma habilidade, magia, ou item. Essa novidade conseguiu trazer de volta aquela sensação de planejamento das batalhas por turnos, remetendo ao jogo original. Mesma sensação gerada pela barra de ATB, que o jogador tem que esperar ser preenchida para, só então, ser capaz de lançar um ataque especial ou usar o item.

Pessoalmente, achei que a nova jogabilidade é uma mudança muito bem-vinda em relação ao título anterior. Um equilíbrio muito bom entre o velho e o novo. Mas, Jesus, por que eu preciso esperar a barrinha de ATB encher pra usar item?! I-T-E-M!!!! Perdi as contas de quantas vezes quase morri porque eu tinha a porcaria da poção pra me curar, tinha tempo suficiente para usá-la, mas não podia fazer nada porque a maldita barrinha azul não tava cheia!! Argh!! 

 

 

Obstáculos à parte, outro ponto que me deixou até agora aplaudindo de pé foi a trilha sonora do jogo, que conta com todas aquelas músicas nostálgicas de Nobuo Uematsu (rei musical de FF), agora orquestradas, trazendo uma nova roupagem às melodias e acalentando nossas alma. Inclusive estou ouvindo as músicas enquanto escrevo essa resenha. Você pode ouvir a trilha completa por este link no youtube ou pelo Spotify.

O detalhamento extremo de cenário (com exceção de umas portas por aí), o quão vivo e real o mundo e sociedade FFVII Remake parece, a química incrível entre os personagens, os ótimos diálogos, e a perfeição gráfica já esperada dos títulos da franquia, estão todas muito muito presentes no remake, mas vou deixar tudo isso pra você mesmo perceber quando for jogar.

 

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Detalhes do cénário de FFVII Remake: a igreja abandonada onde encontramos Aerith e o Wall Market (edição de @vaans)

 

O que mais vale agora comentar é sobre a inserção dos Whispers, uns fantasmas com cara de dementadores que colocaram na história, e sobre o storytelling da obra.

A nova versão do game toma algumas liberdades para levar a sua trama. Esse primeiro game conta a história de FFVII até a saída dos protagonistas de Midgar, fazendo uso da habilidade que a Square Enix tem de melhor: torcer e tirar até a última gota de suas histórias para fazer mais jogos e assim ganhar mais dinheiro (não julgo, se eu faturasse milhões com uma coisa também iria querer que ela durasse mais). Apesar disso, foram poucas as vezes em que realmente tive aquela sensação de filler, como se aquela parte fosse só pra enrolar mesmo. Me enganaram bem na maior parte do tempo. Parabéns.

Deixo apontados então os momentos em que a trama claramente desviou para dar uma enrolada: 

– as side quests, que quebraram um pouco o andamento da história (mas faça-os, rendem ótimos itens!); 

– o trecho em que jogamos como Barret, mais pra frente no jogo (I’m a short-distance-combat-bitch, me prender a um combate de longa distância é a morte!); 

e o trecho dos fantasminhas no trem, que foi divertido, admito, mas adicionou bem pouco pra história.

Ainda sobre os fantasminhas/dementadores/whispers, vejo prós e contras. Achei que a utilização deles é um ótimo elemento pra inserir cenas do futuro no meio do game, e fazer os jogadores da velha guarda surtarem toda vez que indiretas do que sabemos que está por vir aparecem na tela. Se continuarem utilizando esse novo elemento nos próximos jogos e deixarem tudo bem fechadinho, aí então direi que foi uma boa adição à história. Por enquanto permaneço neutra.

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flashes do futuro inseridos durante o jogo (edição de @bolina)

 

Além disso, as aparições prematuras do nosso maravilhoso herói de cabelos escuros, crush nº 2, melhor SOLDIER de Midgar, bom e puro demais para esse mundo (e acho bom você saber de quem eu estou falando porque eu não quero dar spoiler), me tomaram de surpresa e enfiaram uma estaca no meu coraçãozinho indefeso. Adorei.

 

Afinal, Larissa, valeu a pena vender um rim pra jogar Final Fantasy VII Remake?

Sim, meu amigo. E fico aliviada que ainda me sobrem um rim, dois pulmões e dois olhos para comprar os próximos títulos da série, pois agora que senti o gostinho do Lifestream já não posso viver sem. Meu doutorado que se cuide, porque se lançarem isso em dentro dos próximos 3 anos vou ser obrigada a esquecer minhas atividades acadêmicas pra me dedicar novamente à Final Fantasy. What a time to be alive!

 

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É por cenas como essas que eu amo essa franquia (edição por @ffseven)

 

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