Lovecraft Country

Lovecraft Country: Sucesso da HBO em 2020

O universo fantasioso e aterrorizante de Lovecraft Country

Lovecraft Country (Território Lovecraft, em pt) é uma série que faz muito sucesso com sua de drama e terror, com monstros assustadores, ótimo elenco e várias críticas sociais que cabem muito bem com o momento em que estamos vivendo, como sociedade.

Catálogo HBO
Lovecraft Country | Foto: Divulgação

A história começa com Atticus Black (Jonathan Majors), um jovem afro americano que, junto de seu tio George (Courtney B. Vance) e sua amiga Letitia (Jurnee Smollett-Bell), saem em uma viagem pelas estradas dos Estados Unidos, em busca de seu pai desaparecido.

A viagem vai aos poucos se provando uma luta por sobrevivência, primeiro pela própria cultura segregacionista da década de 50 (época em que a história se passa) e segundo pelo aparecimento de monstros horríveis, baseados em um livro de H.P Lovecraft, como mito de Cthulhu.

Do nosso trio primário, Atticus Black é um jovem soldado que volta da guerra (ele serviu na Coréia como veterinário) e só mais para frente ficamos sabendo o que ele passou por lá. Ele ama ler, principalmente ficção científica. Letitia Dandridge (Leti para os íntimos) é militante, trazendo a força da mulher para o elenco. Ela adora fotografar.

Lovecraft
Lovecraft Country | Foto: Divulgação

Já o tio George Freeman é um editor do guia de viagens seguras para negro, de forma que ele viaja pelo país marcando os locais seguros para negros visitarem (EUA, 1950 né).

Vale ressaltar que essa mini sinopse é literalmente a história do primeiro episódio, já que depois disso, a história vai tomando vários rumos, por lugares diferentes e envolvendo mais personagens.

Tem, inclusive, um episódio que se passa na Coréia do Sul e é quase inteiramente em idioma coreano, com legendas. Ponto positivo para a atenção em respeitar a cultura e manter o idioma oficial, ao invés de colocar todo um elenco de coreanos falando inglês por pura conveniência dos telespectadores.

Os efeitos e a produção dos monstros também estão bem-feitas e, como mencionei, esses seres são inspirados na obra de H.P. Lovecraft, mas a série não é baseada na obra dele, já que ela em si, é baseada na obra de mesmo nome do autor Matt Ruff.

Lovecraft Country foi feita de forma que cada episódio tem um certo fechamento, ou seja, não é exatamente uma continuação do episódio anterior, ainda que eles se conectem, sendo o objetivo da série explorar diferentes tipos de horror. Assim sendo, podemos dizer que cada episódio tem seu próprio protagonista.

E onde entra a crítica social?

Lovecraft Country contou com 1,4 milhão de espectadores na sua estreia

Ambientada nos Estados Unidos de 1950, a série mostra de forma clara o racismo sofrido pelos personagens e a forma como essa sociedade segregacionista funcionava, sendo que vários eventos são inspirados no mundo real. Também são debatidas relações homoafetivas da época.

Então além dos monstros fictícios da série, vemos, também, os monstros da vida real que se escondem (naquele tempo nem se escondiam) através das máscaras de homens de bem, de família tradicional branca.

Todas essas discussões são uma crítica ao próprio H.P. Lovecraft que deixava bem claro suas ideias abertamente racistas e o sentimento de anti-imigração em suas obras, afirmando que qualquer um que não tivesse “a pele clara dos nórdicos” era inferior.

Voltando a produção, vamos enaltecer a trilha sonora de Lovecraft Country, cheia de clássicos de diferentes décadas, desde BB King, Etta James à Rihanna. Rola até um cover de “I want a tal skinny papa” de Sister Rosetta Tharpe, por uma das personagens.

Com apenas 10 episódios na primeira temporada, estreio na HBO em 16 de agosto de 2020 e segue disponível no streaming da HBO GO. A série recebeu ótimas críticas, tendo 96% de aprovação crítica no Rotten Tomatoes. Ainda não houve a confirmação de uma segunda temporada, mas as expectativas para a continuação da série são altas e se você assistir, vai concordar com todos que Lovecraft Country merece continuação.

Vou até deixar o trailer aqui para fazer um charme:

Por: Letícia Vargas

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