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Moonfall – Ameaça Lunar: A lua nos traiu mesmo dessa vez 

Moonfall é mais um daqueles clássicos filmes catástrofe que Hollywood ama fazer, mas diferente de seus antecessores, tenta adicionar elementos sci-fi para tornar a experiência de destruição global mais criativa, mesmo que acabe ficando um pouco… exagerado. 

Desde que a raça humana entende que toda vida tem começo, meio, e fim, é irrevogável o fato de que um dia nosso querido planetinha vai acabar, assim como tudo que há nele, se não por alguma catástrofe cósmica, natural ou humana, com a explosão do sol daqui a alguns milhões de anos. E desde então diversos pensadores da vida já tentaram imaginar como seria o triste desfecho da raça humana, isso não exclui os pensadores do cinema, como o diretor de Moonfall – Ameaça Lunar, Roland Emmerich. 

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Emmerich dirigiu outros dois filmes catástrofe bem famosos, “O Dia Depois de Amanhã” que tem como vetor da tragédia as grandes mudanças climáticas que o planeta vem sofrendo, e “2012” que traz aquela famosa teoria do calendário Maia de que a Terra iria pro “beleléu” no fatídico ano de 2012. Mas diferente de seus antecessores, em Moonfall – Ameaça Lunar Emmerich “chutou o balde” e criou um apocalipse pra lá de megalomaníaco, porém criativo e divertido. 

No filme, acompanhamos a jornada do astronauta Bryan Harper (Patrick Wilson) que durante uma missão rotineira no espaço é atacado repentinamente pelo que parece ser uma “nuvem enxame”, um dos colegas de Harper morre durante o incidente e ele é obrigado a tirar dali sua colega de missão, Jo Fowler (Halle Berry) que durante o ataque sofreu um impacto e acabou por desmaiar, voltando para a Terra, Harper vê sua carreira ser arruinada após a Nasa e o governo americano duvidarem de sua palavra e acusá-lo de negligencia. 

Passados alguns anos do incidente, os cientistas da NASA percebem que a Lua está saindo de órbita e em poucas semanas iria colidir com o planeta e acabar com tudo. É nesse momento que o filme nos apresenta o simpático K.C Houseman (John Bradley), um rapaz que ama uma teoria da conspiração e quer espalhar ao mundo que a Lua na verdade é uma mega-estrutura (basicamente uma estrela da morte) construída por alienígenas, que em suas observações percebe antes da NASA que nosso amado satélite natural, objeto de devaneio de milhões de românticos, mataria todo mundo. 

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Ele vai atrás de Bryan, que sobrevive dando palestras sobre astronomia agora, e o alerta sobre o que está para acontecer. 

A NASA então envia outra missão à Lua para ver o que está acontecendo, e o tal enxame ataca de novo matando os pobres astronautas. É então que começa aquela coisa que Hollywood adora fazer: A grandiosa missão estadunidense para salvar o planeta da destruição, é aí que vem o grande plot-twist do filme, a Lua realmente era uma mega-estrutura- Alô Palpatine, roubaram sua estrela da morte -criado pela própria raça humana, a bilhões de anos atrás, quando éramos uma raça próspera e tecnologicamente avançada que criou essas estruturas para colonizar planetas com a ajuda de uma Inteligência Artificial que se rebelou, o enxame, que cansou de servir os humanos e decidiu acabar com toda a vida que encontrasse, sim isso foi de 0 a 100 muito rápido, ao entrar na Lua, nossos “ancestrais” ajudam Harper, Fowler e Houseman a destruir o enxame, culminando no sacrifício de Houseman. 

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Tratando da história, é realmente bem exagerada a ideia de juntar apocalipse, invasão alienígena e revolução das máquinas em uma trama só sem parecer um episódio de Rick e Morty, porém em meio a tantos filmes que parecem ser copia e cola, uma ideia nova – mesmo que bizarra – soa como um respiro em torno de tantas outras produções que parecem ser mais do mesmo. 

Apesar da história, Moonfall – Ameaça Lunar entrega exatamente aquilo que se propõe a entregar: um blockbuster lotado de efeitos visuais megalomaníacos e clichês heroicos, mas que diverte o espectador, mesmo que pela bizarrice.

Texto por Matheus Henrique


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