morte no nilo

Morte no Nilo – Uma boa história de detetive nunca sai de moda

“Morte no Nilo”, baseado na obra de Agatha Christie, finalmente está chegando aos cinemas após dois anos de polêmicas e contratempos envolvendo a produção, mas que apesar de todos os obstáculos entrega um resultado digno do legado da rainha do crime

Morte no Nilo” é a prova de que uma boa história de assassinato e investigação nunca sai de moda. Poucos são os gêneros que conseguem prender a atenção do espectador como as histórias de detetive, e o filme não falha em entregar aquele suspense em torno de quem cometeu o crime, qual será a próxima vítima, quais as motivações do assassino, se o detetive conseguirá pegá-lo ou não, a excitação do público ao tentar resolver o enigma junto ao protagonista e as reviravoltas que a história dá.

Afinal Agatha Christie não recebeu a honraria de “Rainha do Crime” por mera simbologia. E agora, o mais novo filme baseado em uma das obras da autora, “Morte no Nilo“, chega finalmente aos cinemas. 

morte no nilo

Antes do pandemônio que o planeta Terra se transformou de 2020 para cá, era previsto que a adaptação saísse em 2019, dois anos depois de “Assassinato no Expresso do Oriente“, outra obra de Agatha, chegar aos cinemas. Mas diversos problemas na produção atrasaram o longa, incluindo a pandemia da Covid-19, as diversas acusações de abuso sexual e canibalismo contra o ator Armie Hammer, que faz um dos personagens centrais da trama, e a postura anti-vacina da atriz Letitia Wright. 

Apagados todos os “incêndios” de 2021, “Morte no Nilo” finalmente chega aos cinemas e traz o excêntrico detetive Hércule Poirot (Kenneth Branagh) tendo que adiar suas férias nas exuberantes e misteriosas paisagens do Egito para lidar com um novo caso: uma jovem e rica mulher, Linnet Ridgeway-Doyle (Gal Gadot) se sente ameaçada pela constante presença da ex-esposa de seu marido, Jacqueline de Bellefort (Emma Mackey), que persegue o casal por onde quer que estejam.

O problema é que muitos amigos e parentes próximos de Linnet teriam motivos concretos para querer que a moça “vista o terno de madeira”, como o primo que cuida de sua fortuna, Andrew Katchadourian (Ali Fazal), sua criada Louise Bourget (Rose Leslie), que nutre um desafeto por Linnet após a moça ter atrapalhado seu casamento, a madrinha de Linnet, Marie Van Schuyler (Jennifer Saunders), que herdaria toda a fortuna da jovem caso algo acontecesse, ou o próprio marido Simon Doyle (Armie Hammer). 

morte no nilo

Mas como toda boa história de mistério essa também não foge à regra, nem tudo é realmente o que parece, o começo de “Morte no Nilo” é bem morno e tranquilo, se preocupando mais em mostrar as exuberantes paisagens do Egito e o majestoso rio Nilo, palco da tragédia que se aproxima, também apresentando os personagens que seriam os futuros suspeitos do crime junto com as possíveis motivações que cada um teria para cometer o assassinato de Linnet.

É só após a morte da personagem, em uma viagem a bordo de um luxuoso navio cruzando as águas do Nilo, que a coisa engrena de verdade e a trama começa a tomar forma. Também é o momento em que a direção de Branagh mais brilha. 

Assim como em “Assassinato no Expresso do Oriente”, Branagh conduz muito bem a direção nas partes de maior tensão na história, permitindo até que o espectador se sinta imerso e ajude Poirot a ligar os pontos para solucionar o grande mistério. É realmente prazeroso ver o detetive Poirot questionar os suspeitos, fazendo suas perguntas indigestas e observações ácidas. Em suma, Branagh realmente “vestiu o bigode” de Poirot em “Morte no Nilo“. 

Ao passo em que o mistério vai chegando à sua inevitável conclusão, o assassino vai deixando novas vítimas e novas perguntas para trás: será que Poirot conseguirá alcançá-lo antes do fim da viagem?

*Texto por: Matheus Henrique


Leia Também: Morte no Nilo: um novo mistério de Agatha Christie


Siga @Nerdrecomenda nas redes Sociais

Facebook Instagram Twitter

Um comentário

Deixe seu Comentário