Pinóquio 2020

Pinóquio 2020: entre a fantasia e realismo

O live action de Pinóquio tenta caminhar entre a sombra e luz, buscando um equilíbrio entre o realismo e fantasia

O live action de Pinóquio estreia dia 21 nos cinemas.

Pinóquio 2020
Cartaz de Pinóquio 2020

O conto italiano de Pinóquio (Pinocchio) ficou conhecido mundialmente quando a Disney em 1940 lançou uma animação recontando o drama do menino de madeira, sendo o segundo filme da empresa. Uns dos grandes sucessos de Walt Disney foi baseado no livro As Aventuras de Pinóquio, do escritor e jornalista italiano Carlo Collodi, que escreveu o conto em pequenos capítulos para o jornal “Giornale per i bambini” (Jornal para as crianças). As publicações de Collodi duraram 6 anos, entres os anos de 1881 à 1887.

Depois de 80 anos da animação, Pinóquio ganha seu filme live action, que vai repaginar os tons da história, criando uma realidade mista entre fantasia e realismo, marcado por uma tonalidade sombria. De fato a ideia do filme é trazer o conto como ele foi pensado original, que tem uma pegada não tão infantil e mais adulta, diferente da versão inocente e singela popularizada pela Disney.

Pinóquio.

O filme dirigido por Matteo Garrone traz uma nova visão para Pinóquio. Logo de início percebemos que Garrone escolheu tons frios e acinzentados para seu filme. A partir daí já temos uma ideia de como o filme irá se direcionar. 

A parte técnica da produção é o ponto alto, usufruindo de uma bela filmagem, fotografia, maquiagem e figurino. Esses elementos se combinam e criam uma ambientação densa. O filme tenta transmitir uma atmosfera realista, como se aquele mundo de fantasia fosse algo real ou plausível de acontecer. 

Logo no começo vemos uma pequena vila no interior da Itália, onde tudo aparenta ser normal. Dentro da vila conhecemos Geppetto, marceneiro local. A magia é introduzida quando Geppetto encontra uma tora mágica e a usa para esculpir seu boneco de madeira, Pinóquio.

Pinóquio - Nerd Recomenda

A partir de então, a história já conhecida é recontada com os tons mais sombrios. Vemos no decorrer da história personagens e elementos familiares, como a baleia gigante, o grilo falante, a fada mágica, o garoto que se transformou em burro, entres outras passagens do conto original. Essas cenas são feitas com grande primor técnico, sendo muito bem executadas, sempre na pegada mais densa, com cenas fortes, como a passagem onde o Pinóquio vai para forca. Mas o roteiro não contribui para o desenvolvimento do filme, e apontamos aí sua maior falha.

Ao assistir Pinóquio senti falta de desenvolvimento melhor dos personagens e das situações apresentadas. Parece que ao tentar adaptar uma história tão rica e cheia de camadas, Matteo Garrone optou por contar um enredo corrido e apressado. As situações avançam rapidamente, o que passa a impressão de um enredo que tenta abranger a história por completo, mas acaba não tendo profundidade, o que fez com que eu não me apegasse aos personagens.

Pinóquio é uma tentativa de renovar a historia clássica, mas peca em seu roteiro, e entrega uma história comum e apressada, embora com uma parte técnica muito bem aplicada. A arte é o ponto alto do filme e o roteiro é seu baixo.

Sinopse: “No live action de Pinóquio, somos apresentados à verdade sombria por trás de um clássico que marcou gerações. O solitário marceneiro Gepeto (Roberto Benigni) tem o grande desejo de ser pai, e deseja que Pinóquio (Federico Ielapi), o boneco de madeira que acabou de construir, ganhe vida. Seu pedido é atendido, mas a desobediência do jovem brinquedo faz com que ele se perca de casa e embarque em uma jornada repleta de mistérios e seres mágicos, que o levará a conhecer de fato os perigos do mundo.”

Direção de Matteo Garrone

Elenco: Roberto Benigni (Geppetto), Federico Ielapi (Pinóquio), Rocco Papaleo (Gatto), Marine Vacth (fada azul). O filme chega aos cinemas, dia 21 de janeiro.

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Texto Por Rafael Bittencourt

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