Resident Evil Village - Nerd Recomenda

Resident Evil Village – entre ação e terror, Capcom lança uns dos melhores game da franquia (review)

Resident Evil completa 25 anos, e neste ano importante, a Capcom traz mais um game para série: Resident Evil Village, lançado dia 7 de maio. Após jogar e re-jogar no PS4 base, vejo o mais novo game como uns dos melhores Resident Evil já feitos.

Resident Evil Village - Logo_-_White_Background
Resident Evil Village – Logo

Jogar Resident Evil sempre me dá uma sensação de frio na barriga e expectativa. Depois do fiasco de Resident Evil 6, a Capcom repensou a franquia, e no Resident Evil 7, buscou resgatar características do suvivor horror, gênero que ajudou a construir, com seus primeiros game há vinte e cinco anos, somado a referências mais atuais, e usando inspirações como Outlast e The Evil Within. A aposta da Capcom gerou desconfiança no começo, porque a nova proposta fugiu muito dos games anteriores. 

Com as mudanças de câmera, de terceira para primeira pessoa, e a estreia do novo protagonista, Ethan, um homem, comum, sem treinamento militar e nenhum contato com armas biológicas, que nem vemos o rosto, Resident Evil 7 mudou seus rumos e renovou a série de game. E toda essa revitalização foi potencializado e expandida em Resident Evil 8 Village, que bebe de diversas fontes, como antigos clássicos da franquia, principalmente Resident Evil 4, e games de terror em primeira pessoa como Outlast, para obter seu resultado. Assim, o mais novo game da Capcom tem seus momentos que variam entre alto terror e a ação frenética.

Resident Evil VIII - divulgação Capcom
Resident Evil VIII – divulgação Capcom

Em Resident Evil Village, continuamos a saga de Ethan, que depois do trauma na Lousiana com a família Bakers, ocorrido em RE 7, se muda para Europa com sua esposa Mia, onde tiveram sua filha Rose. Certo dia, em uma operação militar, lidera por Chris Redfield, Mia é baleada, enquanto Ethan e a bebê Rose são levados pelos militares. Mas a escolta com Ethan e Rose é atacada, e a bebê sequestrada. Agora Ethan se encontra perdido em algum lugar no leste europeu, em busca de sua filha, que corre risco diante a uma seita sombria local.

O enredo em RE Village vai encerrar o arco de Ethan na franquia, mas, em simultâneo, abrir diversas possibilidades. Como a gameplay é razoavelmente curta, não existe muito espaço para desenvolver muito sua história, que só ingressa nas últimas três horas, após um plot implicando com Chris Redfield.

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Talvez a maior informação sobre o universo Resident Evil que o game traz seja uma carta de Ozwell Spencer (uns dos undadores da Umbrella Corps e pioneiro nas pesquisas de vírus como arma biológica) para Miranda, professora de Ozwell, e vilã no game. Miranda, ao contrário de Spencer, usa Mofos (fungos) como armas para controlar suas vítimas. Outra informação importante está em uma cena pós crédito, onde imaginamos por onde o futuro da série poderá transitar.

Os personagens criados para o game são extremamente carismáticos. Os novos vilões roubam a cena quando estão presentes. Temos a introdução de Lady Alcina Dimitrescu, que funciona como a mais novo perseguidora do jogo. Aos moldes de Nemesis (RE 3) ou Mrs. X (RE 2), ela perseguirá Ethan, causando momentos de pânico. Já Heisenberg  é mais frio e calculista, dono de uma fábrica de monstros, ele tem características que lembram de Albert Whesker (RE 1, RE 5).

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Lady Dimistrecu

A grande vilã, Miranda, é poderosa e mostra ter vinculo enraizados com a origem de Umbrella. Dois personagens tem grandes inspirações de Resident Evil 4: o divertidíssimo Duque, que trabalha como mercador e está sempre em todos os lugares, da mesma forma como o mercenário. O segundo é o peixe Moreau, que é tem uma inspiração com Del Lago. O ápice de terror em Village é a casa de bonecas, que contém bastante puzzle e nenhum combate, com corredores estreitos e sem armas, essa parte do game é o mais puro terror em sua essência.

Jogabilidade em Resident Evil é lisa, intuitiva e fluida, sendo agradável jogar. Para o Resident Evil Village, a Capcom usa o motor gráfico RE Engine, desenvolvido para produção de RE 7. Esse motor gráfico, foi aprimorado em Village, melhorando assim em vários aspectos a jogabilidade do game. Temos uma estabilidade melhor da mira, o que traz uma melhor precisão na hora de atirar. Já a movimentação de Ethan parece mais fluida, assim, momentos de fuga são mais fáceis de executar. Um dos elementos resgatados de Resident Evil 4 é maleta de itens, onde o jogador vai administrar seus objetos e escolher o que for mais útil no momento. 

Alguns games, que transitam entre gerações de console, (como é no caso de RE VIII)  podem sofrer com a otimização dos jogos, mas Resident Evil Village faz exatamente ao contrário, e tem um excelente trabalho de otimização, rodando de maneira limpa, sem travamento e muito bem polido nos videogames mais antigos, como Ps4 base, onde inclusive joguei.

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Os gráficos estão realmente belos, com uma textura que deixa o rosto dos personagens o mais realista possível. Os cenários são lindos, e os inimigos apavorantes. O trabalho de iluminação extremamente caprichado, que controla atmosfera do game, criando um clima de terror assustador ou ação frenética, dependo da situação.

Os cenários em Village são uma grande homenagem ao Resident Evil 4. Cada pedaço do game tem uma referência ao game de 2005, aclamado pelos fãs até hoje. O vilarejo ganha características muito iguais à vila em RE 4. Já a mansão de Lady Dimistrecu tem corredores, sala e uma iluminação bastante parecida com o castelo de Salazar de RE 4. Outros tributos de RE Village para o quarto jogo da série está nos inimigos, como DR. Salvatori, Del Lago e garrador, que tiveram sua versão em Village.

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O áudio do game é primoroso, pensado para ajudar no clima de terror. Jogar com fones, deixa os jogadores sob tensão e pavor em alguns momentos. Você consegue localizar a Lady Dimistrecu só de ouvir os passos dela e sentir o medo que ela traz. Já na casa das bonecas, o volume intensifica o medo proposto pelo game. O áudio perfeito de Resident Evil Village garante sustos e pavor durante o jogo.

Resident Evil Village tem grandes atuações. A dublagem é  feita por nomes renomados da área, como, por exemplo, Raphael Rossato que faz a Voz de Ethan, (dublador em Guardiões da Galaxia, da Marvel), Priscila Franco, que interpreta Mia, e Léo Rabelo dando vida ao Chris Redfield. Esse trabalho na dublagem é primoroso, feito com maior cuidado nas atuações e na localização para português do Brasil. Uma tradução que foi bem executada pela equipe da Capcom Brasil.

O modo “mercenário”, um mini-game, está em estilo arcade, cuja pontuação depende da quantidade de monstros morto em determinado tempo. Essa opção é desbloqueada após o término do game, e é um bom passatempo para quem quiser apenas matar monstros e treinar sua mira.

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O poder de renovação que Capcom vem fazendo com Resident Evil mostra como a empresa zela pelo seu produto. Resident Evil Village é excelente, uns dos melhores jogos da série já feito, bem pensado, planejado, executado e cuidado, com alta doses de terror e ação, que se intercalam e regasta muito do suvivor horror e vale a pena ser jogado, sendo fã ou não da série. Fico feliz em ver essa franquia continuando a entregar games espetaculares, mesmo depois de 25 anos de existência.

Agradecimento a Capcom Brasil por enviar uma cópia do game.

Texto por Rafael Bittencourt

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