Jojo Moyes

6 lindos romances de Jojo Moyes

Aquela listinha com obras de uma das autoras de romance mais famosa da atualidade

Talvez você não a conheça pelo nome, Pauline Sara Jo Moyes (Jojo Moyes), mas com certeza já assistiu ou ouviu falar de “Como eu era antes de você”. Pois bem, esse filme que fez um bom sucesso em 2016 é baseado no primeiro livro de uma trilogia da autora britânica, que já chegou a ganhar duas vezes o Prêmio Romance do Ano pela Associação de Romancistas.

Todavia não estamos aqui para falar só sobre ele, mas para trazer uma listinha com seis livros da autora, que, por sinal, escreve bastante, e teve suas obras traduzidas para vinte e oito idiomas diferentes. No Brasil, os livros de Jojo Moyes são publicados pela editora Intrínseca. Então, sem mais delongas, bora para lista! (Lembrando que não tem uma ordem específica).

Baia da esperança (“Silver Bay”)

Jojo Moyes
Baia da esperança (28 setembro 2015) – 392 páginas

A história se passa em Silver Bay, Austrália, onde Liza McCullen trabalha levando turistas para cima e para baixo num barco de observação de baleias e golfinhos, e mora com sua filha, Hannah no hotel da tia. Tudo normal, tirando o fato que Liza fugiu da Inglaterra com a filha pequena para se esconder na Austrália por motivos que só saberemos mais para frente, já que a mulher é bem reservada sobre sua vida e problemas.

Além de Liza, conhecemos também Michael Doomer, um empresário que está prestes a se casar e se hospeda no hotel da tia de Liza, a trabalho. Um trabalho que pode impactar na vida de todos os moradores de Silver Bay. O encontro entre Michael e Liza vai revisitar os problemas e medos deles.

O livro é bem envolvente e conseguimos entender bem cada personagem porque os capítulos são narrados em primeira pessoa e cada um narra um ponto de vista diferente (então teremos a visão da Liza, da tia dela, da filha, etc, etc).

A garota que você deixou para trás (“The Girl You Left Behind”)

Jojo Moyes
A garota que você deixou para trás (janeiro 2015) – 384 páginas

Primeiro de tudo já vou alertar que o livro transita entre duas épocas, com duas protagonistas diferentes, mas conectadas. Primeiro temos 1917, palco da Primeira Guerra Mundial, com Sophie Lefèvre, uma jovem que mora com os irmãos e sobrinhos no interior da França, enquanto o marido está lutando na guerra. Sua pequena cidade passa a sofrer com a escassez de alimentos e a ocupação alemã, de forma que o único alento da jovem é um retrato dela mesma, pintado por seu marido e intitulado “A garota que você deixou para trás”.

Sophie e a irmã comandam um bar que acaba obrigado a servir os soldados alemães e numa dessas, o quadro de Sophie (e a mesma, também) chama atenção do comandante alemão e a jovem vê nisso uma oportunidade de salvar seu marido.

Nossa segunda protagonista, Liv Halston, é uma jovem viúva que mora em Londres, numa bela casa que foi arquitetada por seu falecido marido. Liv nunca superou a morte dele e seu único alento é um quadro de uma jovem, presente de seu marido antes de morrer (pegou a conexão?). Algumas coisas acontecem e Liv se vê prestes a perder o quadro que passa a ser considerado uma obra roubada durante a guerra. Liv vai fazer de tudo para manter o quadro e vai acabar descobrindo aos poucos a trajetória dele e o que aconteceu com Sophie.

Esse livro é bem interessante para vermos um pouquinho da situação das pessoas durante a guerra e para torcermos pela vitória da Liv que só quer ser feliz com o quadro, mas a galera começa a taxa-la como interesseira pelo alto valor que a obra tem. Posso dizer que é meu livro favorito da autora.

A última carta de amor (“The Last Letter From Your Lover”)

Jojo Moyes
A última carta de amor (18 maio 2016) – 384 páginas

Assim como em “A garota que você deixou para trás”, esse livro transita em duas épocas também. Primeiro, Londres, 1960, onde Jennifer Stirling acorda num hospital, depois de um horrível acidente de carro, sem se lembrar de nada de sua vida. Ela vai para casa, com um marido que “não conhece” e, apesar de as pessoas serem compreensíveis, ela vai ficando frustrada ao tentar lembrar das coisas e ir conhecendo essa Jennifer.

Jennifer descobre então, várias cartas de amor escondidas, endereçadas por um tal de “B” e que mostram que seu casamento não estava indo as mil maravilhas e que ela pretendia largar tudo para fugir com B.

Quarenta anos depois, temos a jornalista Ellie Haworth que encontra uma dessas cartas de B para Jennifer. Ellie resolve escrever sobre isso para o jornal e fica um tanto obcecada em entender mais sobre essa história de amor proibido, de forma que ela começa a tentar descobrir quem é B e o que aconteceu com eles.

Além da busca pelas pessoas das cartas, Ellie vive um drama pessoal porque ela mesma está em um relacionamento com uma pessoa casada e vai ser nas cartas que ela vai acabar encontrando soluções para os próprios dilemas.

A última carta de amor foca bastante na polêmica do adultério, com personagens bem complexos. Essa vai ser a segunda obra de Jojo Moyes a ganhar uma adaptação para as telinhas, pela Netflix. Ainda sem previsão de estreia, o filme será protagonizado por Felicity Jones (Ellie Haworth) e Shailene Woodley (Jennifer Stirling).

O navio das noivas (“The Ship of Brides”)

Jojo Moyes
O navio das noivas (julho 2016) – 384 páginas

A história se passa no final da Segunda Guerra Mundial, e conta a história de quatro mulheres que embarcaram em um navio, junto de centenas de outras mulheres, para se reunirem a seus maridos que lutaram na guerra, de forma a começarem suas vidas em outro país. Inclusive, a obra foi inspirada na história da própria avó da autora.

Saindo de Sidney, com destino a Londres, o porta-aviões HMS Victoria improvisou uma forma de “estadia” para essas mulheres, durante a viagem, mas ainda possui uma série de restrições para as mesmas. O foco principal fica em Margaret, Jean, Avice e Frances, quatro moças obrigadas a dividir a mesma cabine.

A partir daí, as mulheres participavam de uma série de atividades para as prepararem para a vida de casadas em outro país. Várias coisas vão acontecendo no navio e vão unindo as quatro moças. Mas a viagem não é um mar de rosas, de forma que haviam moças que embarcavam, rumo a futura vida de casada, e no meio da viagem recebiam telegramas avisando que elas não eram “bem-vindas” pelos maridos e deviam voltar (lê-se: fim de relação).

O livro é um olhar muito interessante sobre aspectos do fim da guerra que muitos não sabiam. Histórias como as dessas moças realmente aconteciam, abandono pelo marido, moças que casaram muito jovens e sem experiência nenhuma, mulheres já prestes a dar à luz, embarcando rumo o desconhecido. Cada capítulo traz até citações de esposas de oficiais que viajaram nesses navios de verdade.

Um caminho para a liberdade (“The giver of stars”)

Jojo Moyes
Um caminho para a liberdade (novembro 2019) – 368 páginas

A história se passa no final da década de 30 (pós grande depressão e implementação do New Deal para melhora da economia), em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos e é inspirada em uma história real. Alice Wright é uma jovem britânica, recém-casada que se muda para a cidade do marido, crente de que está vivendo um sonho. Porém, é difícil se enturmar numa cidadezinha onde todo mundo está tentando cuidar da sua vida ou te julgar.

Frustrada, Alice vê uma oportunidade com a implementação de um projeto de biblioteca itinerante a cavalo na cidade. Alice se disponibiliza a participar e, junto de poucas outras moças, começa a cavalgar para as áreas mais periféricas da cidade, levando livros e revistas para os moradores mais carentes, de forma a incentivar a leitura e educação.

Ainda que a proposta seja nobre, muitos homens ficam com o pé atrás e repudiam a ideia, visto que a cabeça do projeto é uma mulher que, segundo eles, vai contra a moral e os bons costumes deles. Só posso dizer que ela e Alice logo viram grandes amigas e ela é uma das melhores personagens desse livro.

Parece tudo lindo vendo assim, mas Alice ainda vai enfrentar vários desafios por suas escolhas, principalmente por conta de seu sogro, um homem claramente machista que a quer em casa, como um enfeito e fica enchendo o saco de que o trabalho dela está impedindo-a de ter filhos.

Já deixo avisado que haverão vários momentos em que passarão raiva pela mentalidade machista e racista dessa cidadezinha, que na época era comum e tido como certo. Porém, confiem que Alice vai dar a volta por cima e conquistar sua liberdade de alguma forma.

Como eu era antes de você (“Me Before You”)

Jojo Moyes
Como eu era antes de você (abril 2013) – 320 páginas

Eis que eu não poderia deixar de citar o queridinho de muitos. Como eu era antes de você se passa no interior da Inglaterra, onde Louisa Clark vive sua vida de forma simples e rotineira. Após perder o emprego, ela acaba sendo contratada para trabalhar como cuidadora de Will Traynor, um homem jovem que, após um terrível acidente, acabou tetraplégico e perdeu completamente a vontade de viver.

Lou vai entrar na sua vida e fazer de tudo para trazer de volta sua vontade de viver, apesar das dificuldades. Lou também vai deixando sua pequena visão de mundo e expandindo sua mente, conhecendo várias coisas novas, graças ao Will.

E essa é só a sinopse do primeiro livro da trilogia que conta com “Depois de você” e “Ainda sou eu”, segundo e terceiro livro, respectivamente. Em 2020, durante a pandemia, a autora chegou até a lançar um spin-off gratuito, “Lou na pandemia”, para divertir os fãs.

O filme Como eu era antes de você estreou em 2016, com Emilia Clarke e Sam Claflin como protagonistas e com o roteiro adaptado pela própria autora. Então esse aqui fica a dupla indicação para ver o filme que é divertido e depois embarcar no livro e pegar o que não pôde ser incluído num único filme. Para curiosidade, o filme está disponível no Telecine Play.

Eu só listei seis aqui, mas existem várias outras obras da Jojo que valem a pena conferir também, como: “A casa das marés”; “Em busca de abrigo”; “O som do amor”; “Nada mais a perder”; “Paris para um e outros contos”; “Um mais um”; “The Peacock Emporium” (esse é o único que não tem tradução para o pt). E, assim como as seis obras ali em cima, todas essas outras também foram publicadas pela editora Intrínseca (tirando a última né, por enquanto).

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