Seijo no Maryoku wa Bannou Desu

Resenha: Seijo no Maryoku wa Bannou Desu

Anime simples, perfeito para curar aquela “depressão pós término” de outro anime

Seijo no Maryoku wa Bannou Desu (numa tradução literal: “O poder mágico da Santa é onipotente”) é um anime que começa com a premissa de isekai, mas foge dos clichês do gênero e não busca por grandes conflitos na história, focando mais na nova vida da protagonista e envolvendo fantasia e romance.

A história começa com Sei Takanashi, uma assalariada que volta para casa tarde e, do nada, é sumonada para o mundo mágico de Salutania, através de um ritual para criação de uma “santa”, que se tornaria responsável por banir a magia negra do mundo. Até aí “tranquilo”, não fosse o fato que o ritual de invocação trouxe duas mulheres, ao invés de uma. Por uma escolha bem imparcial do príncipe herdeiro, ele decide que a jovem Aira Misono é a tal santa e ignora, de forma bem rude, a existência de Sei.

Seijo no Maryoku wa Bannou Desu

Sem uma forma de como retornar para seu mundo e não acostumada com o modo de vida em Salutania, Sei começa a se interessar pela ciência e magia daquele mundo e decide se tornar uma pesquisadora no famoso Instituto de pesquisa de flora medicinal, voltado, principalmente para a criação de poções de ervas. Uma das primeiras descobertas é que Sei tem uma abundância de poder mágico, de forma que todas as poções que ela faz, por exemplo, acabam se tornando muito mais eficientes que as normais.

É exatamente essa quantidade de poder mágico que fará com que todos questionem se não seria ela, de fato, a verdadeira santa, no lugar de Aira. Com algumas situações que acontecem no reino, esse questionamento começa a tomar grandes proporções e chega até aos ouvidos do rei. É muito fácil simpatizar com Sei, ele é aquele tipo de personagem que foi claramente subestimada, mas que não guarda rancor, só segue a vida. Ela não tem nenhuma animosidade com a Aira, também, ambas nem tem muito contato por boa parte do anime.

Entre tantos que se encantaram pela personalidade de Sei, está o comandante da terceira ordem dos cavaleiros, Albert Hawke, considerado, até então, meio mal-encarado. Sei acaba salvando a vida dele, com uma de suas poções, e o comandante se afeiçoa pela moça e vai aprofundando seus sentimentos, que são bem recíprocos, por sinal. Melhor ship desse anime, e tenho dito!

Seijo no Maryoku não possui um vilão em específico, apenas o objetivo de acabar com a magia negra, que acaba gerando umas criaturas estranhas e um miasma forte. No começo você até pensa que o tal príncipe herdeiro que desprezou a Sei seria um problema, mas mais para frente, temos a oportunidade de observar sua forma de pensar e sua responsabilidade para com a Aira, que foi quem ele acolheu como santa e passar a proteger dos rumores.

Mesmo a própria Aira, eu cheguei a questionar se haveria alguma rivalidade entre as duas pelo mesmo posto, até porque fica evidente que a Sei é bem mais poderosa do que ela, mas não foi o caso, o que achei ótimo (chega de rivalidade feminina!). Aira até desperta ciúmes de algumas moças com quem estuda, mas são figurantes, então eu nem vou desperdiçar tempo falando de figurante. A figura mais importante ali, sendo a noiva do príncipe herdeiro, essa sim, é uma moça que entende a situação e não faz drama sobre isso, além de ser uma grande amiga de Sei.

Um detalhe interessante foi a proposta de colocar a protagonista do isekai como uma mulher adulta, em seus vinte e poucos anos, ao invés de um adolescente do ensino médio, do sexo masculino. Não que seja completamente inovador, mas é legal fugir um pouco do padrão.

Seijo no Maryoku wa Bannou Desu é um anime curtinho, com 12 episódios, feitos pela Diomédia e adaptados da light novel/mangá de Yuka Tachibana. O anime está disponível na Funimation.

No geral, eu achei um anime perfeito para aqueles momentos em que você termina um anime longo ou com uma história pesada e quer algo leve, algo curtinho, para intercalar no seu dia a dia. Até fiquei curiosa para continuar a história no mangá e ver o desenvolvimento, principalmente, daquele ship que já é praticamente um casal. A primeira vista você não dá nada para o anime, mas eu, pessoalmente, gostei bastante, inclusive do design das personagens e acredito que vale super a pena conferir.

Por: Letícia Vargas


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