Carole & Tuesday

Carole & Tuesday: o que a música une…

O anime traz uma mistura de musical com ficção científica

Carole & Tuesday conta a história de duas jovens que se conhecem através da música e, juntas, resolvem virar uma dupla de cantoras com suas próprias músicas autorais. Um enredo normal, tirando o fato da história se passar em marte, e a maior parte das coisas, incluindo a composição de canções, são feitas por IA (inteligência artificial). Tuesday, por exemplo, é uma “marciana” que fugiu de casa em busca de liberdade, enquanto Carole é uma refugiada que deixou a Terra bem pequenininha e foi para marte, onde viveu sozinha, até conhecer Tuesday.

Carole & Tuesday foi produzido pelo estúdio Bones (em comemoração aos 20 anos do estúdio), com a participação do famoso Shinichirō Watanabe, que esteve por trás de sucessos como Cowboy Bebop e Samurai Champloo, como supervisor de direção. Conclusão: sem defeitos para o trabalho de direção e a arte é linda.

O anime tem 24 episódios e está disponível na Netflix, completo e com versão dublada (tem para todos os gostos). 

Carole & Tuesday

Agora, por onde começar a tietar esse anime?

Tirando a parte de ficção, com marte e tudo mais, a história do anime é bem simples (não que isso seja ruim). Nós seguimos o dia a dia das meninas, vendo os altos e baixos da busca pela fama. Mas não pensem que isso possa desmotivar nossa dupla, porque não é o caso. Mesmo quando a vida puxa o tapete delas, essas divas botam um sorriso no rosto e levantam pra mais uma rodada. Temos aí, um ótimo anime motivacional.

Carole & Tuesday

Uma salva de palmas, também, para a antagonista, Angela. Ela aparece na história e já pensamos que vai dar dor de cabeça, que vai ser aquele tipinho que faz de tudo pra ganhar.

Fui surpreendida, admito. Angela é competitiva, sim, mas ela não se rebaixa a sabotagens baratas e coisas do gênero. Ela vê Carole e Tuesday como rivais e deixa claro que vai ganhar delas honestamente. Tive até pena dela, às vezes, por algumas situações que rolaram…

Vários outros personagens vão aparecendo ao longo do caminho e guiando as protagonistas nessa jornada e, junto com eles, vamos captando aqui e ali alguns temas muito recentes que vão sendo apresentados no anime. É o caso, por exemplo, da mãe da Tuesday, candidata à presidência de marte e com um discurso político contra imigrantes da Terra, cheio de acusações sem fundamento e ódio (onde será que já ouvimos isso antes?).

Vemos, também, representatividade LGBTQI+, sem estereótipos, nem clichês de animes yuri/yaoi. E representatividade de diferentes povos e culturas. Além disso, alguns episódios de Carol & Tuesday também retratam o lado ruim da fama, envolvendo pessoas mal intencionadas, uso de drogas e etc.

Carole & Tuesday

E cadê a música nisso tudo?

Pois bem, meus jovens gafanhotos, a trilha sonora é impecável, assim como em Cowboy Bebop (o diretor sabe o que faz). Achei incrível eles optaram por gravar todas as músicas do anime em inglês, tornando a experiência mais universal. Rola um sotaque um pouquinho mais forte aqui e ali, mas nada que impeça a imersão. Palmas para todas as músicas que merecem ser ouvidas mais de uma vez (por acaso, elas estão disponíveis nas plataformas de música).

Seja na casa delas, na rua ou num show, Carole e Tuesday mostram que não precisam de tecnologias de ponta para criar músicas que encanta a todos e aquecem nossos corações, só de um teclado, um violão e amor pela música. Então, como uma nova fã dessa dupla, eu deixo aqui minha indicação e a garantia de que não irão se arrepender. Aquele final, merecia um Oscar.

Depois me conta o que achou e qual música gostou mais!

Por: Letícia Vargas

Considerações de Larissa, que também assistiu o anime:Achei o anime bem bonitinho, e a produção por trás das músicas dos personagens é realmente boa. Só não curti que em alguns momentos a história dá uma forçada de barra, colocando sequências musicais longas e, às vezes, desnecessárias. Uma enrolação bem feita, mas ainda assim, uma enrolação. Também achei que a ambientação de marte poderia ter sido melhor trabalhada. De resto, é uma história leve e gostosinha de assistir. Até hoje me pego cantando The Loneliest Girl no chuveiro.”

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