Chicago - O Musical

“Chicago – O Musical” | O que esperar do espetáculo musical brasileiro

Chicago – O Musical estreou no palco do Teatro Santander na última quinta, dia 26 de janeiro

Como avaliar um espetáculo do nível de “Chicago” aclamado pelo mundo e com +60 estatuetas acumuladas pelas principais premiações do mundo, incluindo Grammy, Tony Awards, Olivier Awards e Drama Desk? Melhor estar lendo sentado(a), porque talvez não seja uma das melhores críticas/reviews que você leia sobre este musical.

“Chicago – O Musical” retrata uma crítica ácida e bem-humorada do show business, trazendo à tona o tema das celebridades instantâneas, criminosos famosos e mentiras, numa Chicago da década de 1920. Um conto universal, que traz uma discussão atemporal, atualíssima para todas as pessoas e gerações, repleto de muito jazz e coreografias marcantes.

Partindo desse princípio, vamos dizer que se trata de um musical adaptado e vindo da Broadway, sendo assim, tudo o que assistimos aqui é o que foi apresentado em todo o mundo por onde o título Chicago passou. Entretanto, ao assistir o musical, fiquei levemente desapontada com alguns fatores, e quero acreditar que esse ‘desapontamento’ é em decorrência ao fato de que estou mal-acostumada com grandes cenários e grandes histórias com enredos diversificados.

Antes de falar sobre minhas decepções, preciso relatar os pontos fortes que observei e admito que podem ser muito mais bem observados e positivos. Devido a pandemia, assim como o musical “Barnum: O Rei do Show”, o playbill do espetáculo é digital através da leitura do QR Code e podemos contar com a orquestra é posicionada no centro do palco e com diversas entradas/saídas – como da Broadway.

O elenco estava excepcionalmente sincronizado e vocalmente incrível! A direção de palco da Tânia Nardini é, sem sombra de dúvidas, precisa e muito focada para que o elenco entregasse o melhor que podemos ver dos 23 atores que estão presentes em palco. Apreciei muito a interação do maestro para contribuir com o modo de contar e conduzir a história.

Partindo para a parte em que me decepcionei: senti falta de cores e de cenário. O palco estava escuro e não orna com a vestimenta do elenco que é 100% escura, preta ou de um azul escuro, o que claramente acaba atrapalhando todo o contraste, o momento em que senti mais vívido o palco foi no solo do Billy Flynn (personagem interpretado por Paulo Szot) – como dito anteriormente, essa decepção pode vir 90% do fato de estar mal-acostumada com grandes cenários, o que me fez sentir falta de um pouco do “tchan”.

Concluo que, vale a pena assistir sim! Você pode esperar coreografias incrivelmente perfeitas e um elenco afiadíssimo, principalmente se gosta de um som de Jazz ao vivo com os trompetes ou do próprio clássico “All The Jazz” e sua coreografia, não vai se arrepender. Nesse caso específico, do musical “Chicago”, você precisa ir e tirar suas próprias conclusões, não é por pequenos detalhes – como a falta de coreografia, que vão interferir na sua experiência.


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