Godzilla vs Kong

“Godzilla vs Kong” – Nada além de efeitos visuais e muita ação. Afinal, o que esperar? | Warner Bros

O longa Godzilla vs Kong passou longe de ser inovador com o roteiro
Godzilla vs Kong
Cena do longa Godzilla vs Kong | 2021

O longa tem dado o que falar nos últimos tempos e tem sido muito aguardado pelos fãs, seja #TeamGodzilla ou #TeamKingKong, mas confesso que eu estava de fato com o Hype muito alto para assisti-lo, e após estar sentada por quase 120 minutos numa bela poltrona do Cinépolis (seguindo as medidas de distanciamento), só não dormi por conta dos altos sons das cenas de ação.

Godzilla vs Kong

Já no início do filme somos apresentados a contenção na Ilha da Caveira, onde mora o Kong que, por sua vez, está vivendo em paz, mesmo tentando escapar daquele ambiente. Não somos situados, exatamente, do porquê dele querer sair de lá. Logo depois, já nos apresentam ao Godzilla que, ao invés de proteger as pessoas como fez por anos, aparece atacando uma empresa que, aparentemente, não teria motivos para ser atacada pelo Titã.

Acontece que, durante muito tempo do longa, somos bombardeados com meias informações que se desenrolam de forma cansativa e nos fazem querer desistir de assistir. Confesso que faz sentido querer tirar um Titã de sua zona de conforto sabendo que os dois – Godzilla e Kong – não podem estar no mesmo ambiente. A história insiste em causar o caos por um motivo nada convincente. Claramente ela é rasa e com grandes furos.

Godzilla vs Kong

É um filme geek mesmo, feito por um cineasta e uma equipe empolgados por trabalharem com essas figuras tão icônicas do cinema fantástico. Pena que falte à Wingard um pouco da ousadia, da “porra-louquice” mesmo, do cineasta Jordan Vogt-Roberts, que comandou o filme mais divertido, quando se trata de monstros versus monstros, Kong: A Ilha da Caveira (2017)Godzilla vs Kong simplesmente não é tão criativo ou amalucado quanto aquele filme, e poderia recorrer a um pouco daquela energia. Alguns momentos do longa de Wingard perdem força, como a luta em Hong Kong à noite, por parecerem com coisas que já vimos em outros filmes.

Aliado ao roteiro previsível, o filme perde ainda mais força. O núcleo de personagens humanos não ajuda também: talvez sejam as personagens mais sem graça – quando não chatos – de todos os exemplares desse universo. Estão no elenco Millie Bobby Brownie – que em minha opinião foi apenas um nome estrela para o quadro de atores, Kyle Chandler (ambos retornando de Godzilla 2). Em auxílio como “alívios cômicos” estão Brien Tyree Henry e Julian Dennison, além de Alexender Skarsgård e Rebecca Hall, que se esforçaram muito como protagonistas para reterem nossa atenção quando os nossos verdadeiros protagonistas não estavam em cena.

Claro que vários momentos do filme funcionam pelo mero fator espetáculo, assim como praticamente todas as cenas envolvendo o Kong. Godzilla vs Kong até traz umas referências insuspeitas e divertidas. Algumas cenas possuem uma real beleza plástica, e a computação gráfica é daquelas que põe o dinheiro gasto na tela. Não tem tanta graça quanto poderia, mas é divertido sim e, felizmente, não nos faz esperar muito pela parte boa.  E a parte boa é, claro, a porradaria. É um filme bastante honesto quanto à sua essência: é bobo e torna você um pouco também enquanto assiste.

“Godzilla vs Kong” – Trailer:

*Texto por Caroline Dias


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