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O ódio que você semeia: leitura essencial

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Capa do livro O ódio que você semeia (Foto: Divulgação)

O ódio que você semeia é um livro extremamente essencial. Apesar de ter uma escrita bem leve, ele levanta temas super importantes como o racismo, preconceito, diferenças de classes e relacionamentos inter-raciais.

Starr Carter (com dois “r”s) é a protagonista da história. Com apenas 16 anos viu os dois amigos serem mortos na sua frente.

A primeira morte ela presenciou foi aos 10 anos. Enquanto brincava na rua com os dois melhores amigos, Khalil e Natasha, um carro passou e um homem atirou a queima-roupa na amiga. Em choque, Starr nunca revelou a ninguém quem tinha assassinado Natasha. Depois desse acontecimento, ela e seus dois irmãos passam a estudar em uma escola mais distante de onde moram. A instituição particular abriga em sua maioria, pessoas brancas e ricas.

Durante os 6 anos que se passam até presenciar a segunda morte, Starr tenta viver uma vida tranquila, mas sem nunca ser ela mesma. Quando está na escola não fala gírias, não dá motivo pra chamarem ela de negra raivosa ou dramática, ignora as coisas absurdas que a amiga loira e preconceituosa fala e não conta nada sobre sua vida no gueto. Quando está em casa, quase não sai com os amigos de infância, diferente do que dá a entender no filme, que ela passa os fins de semana nas festinhas. Por isso, quase ninguém do bairro a conhece pelo nome. Starr é famosa por ser a filha do Maverick, que trabalha no mercado.

Ela vai vivendo uma vida aparentemente tranquila, longe do preconceito e da violência, até Khalil ser assassinado. A tragédia acontece no mesmo dia em que Starr vai a uma festa escondida dos pais. Na celebração, quase que por obra do destino, ela reencontra o amigo de infância que não via há muitos meses. Depois de um tiroteio, os dois saem correndo e entram no carro dele.

Enquanto estão indo em direção a casa dos Carter são parados por um policial branco. Khalil não fica feliz com a situação, afinal tudo está em ordem no carro. O policial ordena que saia, o revista mais de duas vezes e manda que ele fique parado. Mas Khalil fica preocupado com Starr e vai até o vidro do veículo para ver se a moça está bem. O policial fica em choque, acha que o viu segurar uma arma e dispara 3 vezes, matando o rapaz. Starr vai em direção ao corpo em completo choque e fica rendida pelo policial, até que chegam reforços.

Depois desse trauma, o desespero e apatia tomam conta dela, como era de esperar. A moça começa a se questionar sobre seu papel na sociedade, passa a ver o preconceito enraizado na sua escola e fica perdida sem saber mais qual Starr ser. Como é comum de acontecer em casos de violência policial, infelizmente o assassino de Khalil nem é indiciado para ser julgado, mesmo depois que a única testemunha ocular contou o que presenciou em um júri popular.

A população fica revoltada com a decisão e enchem as ruas do bairro com manifestações. De repente Starr não quer mais se esconder, e na última manifestação da história O ódio que você semeia, resolve contar a todos que é a testemunha ocular do acontecimento. A protagonista acha a sua voz, começa a se manifestar contra os preconceituosos, resolve ser uma só Starr em todos os lugares.

Essa virada acontece de formas diferentes no livro e filme. No livro, parece algo mais natural e marcante, já na adaptação parece uma coisa que só acontece no último minuto. O filme O ódio que você semeia é bem legal, mas acaba deixando muita coisa importante de lado.

Vamos as principais diferenças entre o livro e a adaptação “O ódio que você semeia”

  • O Devante: O personagem não existe no filme, apesar de desempenhar um papel super importante no livro.
  • A amizade entre King e Maverick: Na verdade essa aproximação não existe no livro. Depois que eles trabalharam juntos na gangue do bairro, os dois se distanciam. Já na adaptação, eles estão bem próximos em algumas cenas. Inclusive quem deu o mercado pro Maverick foi o King.
  • O namorado: O Chris parece ser muito mais legal no livro. No filme, ele tem poucas falas, parece superficial e não é tão próximo da Starr. Além disso, o riquinho participa da última manifestação pela morte do Khalil, junto com a protagonista.
  • O beijo: No livro você percebe que a Starr ainda tem uma queda pelo Khalil, mas ela é sutil. Já no filme, parece que a paixão está mais presente do que ela imaginava, tanto que os dois se beijam.

O livro O ódio que você semeia distribui tapas na cara, fala de preconceito e lugar de fala, situação mostrada quando o namorado dela ouve rap e joga basquete, embora viva com todos os privilégios de um homem branco e rico. Finge que é negro, mas não enfrenta todas as dificuldades que os caras negros do bairro da Starr passam.

Saiba mais sobre as diferenças entre o livro O ódio que você semeia e a sua adaptação no meu IGTV.

Classificação da Rebecca sobre o livro (@rebeccavettore): 5 estrelas

Classificação da Rebecca sobre o filme (@rebeccavettore): 4 estrelas

 

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