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The Batman- A vingança voltou e dessa vez para ficar 

Após longos e longos anos de expectativa e adiamentos, o Batman finalmente voltou, e parece que dessa vez a vingança veio para ficar

No dia 27 de julho de 2012, chegava aos cinemas o último filme do Batman dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Christian Bale, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. O futuro parecia promissor com a iminente chegada de O Homem de Aço e o início do que era para ter sido o universo de filmes compartilhados da DC Comics no cinema. 

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Não demorou muito, apenas um ano depois, o Batman teria um novo rosto por debaixo do capuz, dessa vez a responsabilidade de ser o Cruzado Encapuzado recaiu sobre os ombros de Ben Affleck, e como quase sempre acontece com atores escalados para viver grandes heróis o casting foi muito criticado pelos fãs. 

Em 2016, três anos após o anúncio de “Batman vs Superman”, o filme enfim estreou dividindo opiniões sobre esse tal universo compartilhado, logo depois veio o aguardado “Liga da Justiça”, em meio a tantas polêmicas e confusões o filme estava bem aquém daquilo que era esperado pelos fãs, não demorou muito e com apenas dois filmes na pele de Bruce Wayne, Affleck entregou o capuz junto de seus planos para um filme solo de sua versão do Batman, filme que Affleck além de estrelar ainda iria dirigir e produzir. 

Após anos difíceis em Gotham City, em 2019 o projeto foi retomado e totalmente reformulado, dessa vez fora do universo de filmes compartilhados da DC, com a direção de Matt Reeves e com Robert Pattinson, o Edward Cullen de Crepúsculo como Bruce Wayne, e como de praxe, os olhares de desconfiança dos fãs tinham um novo alvo. 

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Mas neste mês de Março, The Batman finalmente chega aos cinemas após longos anos e vários adiamentos por conta da pandemia da Covid-19, e a espera junto de toda a desconfiança acaba agora. 

Logo no começo do filme, Matt Reeves já nos dá uma visão muito clara do que o Batman representa para a vilania de Gotham, com uma narração muito bem feita por Robert Pattinson. 

Mesmo com quase 3 horas de duração a trama não se torna maçante, pelo contrário, quanto mais a história avança, mais instiga o espectador a querer saber mais sobre o plano do Charada e qual o motivo da sua obsessão com o homem-morcego. 

O filme não perde tempo com apresentações, o que é bom e ruim, nessa fase de novas versões de velhos conhecidos dos filmes de heróis, bom porque permite que a história vá direto ao ponto, ruim porque algumas coisas ficam um pouco mal explicadas ali na trama, mas também não é nada que prejudique o andamento da história. 

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Não há como negar que a trilogia de Christopher Nolan trouxe muita coisa da mitologia do Batman que deu tão certo que fica difícil tentar arriscar algo novo, todas as adaptações do Batman pós-Nolan vão ter que lidar com a sombra desses filmes, mas Matt Reeves não se acanha na hora de mostrar sua visão, trazendo certos aspectos do Batman, melhor até do que fez Nolan, Bale e companhia, um exemplo disso são as cenas de luta, extremamente bem coreografadas e vibrantes, as cenas de investigação também são impressionantes, com um Batman muito observador e analítico, bem ao estilo “Arkham”, a fotografia é impressionante e todos os personagens estão muito bem. 

O filme tem um elenco de peso e o resultado disso não poderia ser outro se não novas versões muito legais de personagens de Gotham. Zoe Kravitz está sensacional como Selina Kyle, Jeffrey Wright entrega uma versão do Comissário Gordon que rivaliza de perto com Gary Oldman, Colin Farrell está incrível como o Pinguim e Robert Pattinson entrega uma versão de Bruce Wayne muito mais trágica e sombria do que qualquer outro, é nítido que após a morte dos pais Bruce Wayne ficou trancado em algum lugar da mente do personagem e o Batman tomou conta da persona de Bruce, ele é sombrio e antissocial ao extremo, mas mesmo com todos esses aspectos não deixa de ser uma figura de esperança heroica para o povo de Gotham, e um símbolo de terror para os bandidos. 

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A grande ameaça do filme, o Charada, se inspira muito no Coringa de Joaquim Phoenix na construção de seus planos e na motivação para matar. Edward Nygma foi um orfão retraído, que encontrava refúgio em jogos e quebra-cabeças, ele cresceu em um decadente orfanato financiado pelos Waynes, nutrindo um ódio pelos ricos e privilegiados de Gotham, inclusive Bruce Wayne. Seu maior objetivo é revelar toda a sujeira e corrupção que os ricos jogam para debaixo do tapete em Gotham, para manter seu poder e cegar a população para todas as mentiras. 

Com o surgimento de Batman a princípio como uma lenda urbana, Nygma viu o Cavaleiro das Trevas como um aliado para seu plano, nascendo assim a sua obsessão. 

Paul Dano faz um trabalho incrível como Charada, lembrando muito a versão do personagem dos jogos Arkham, mas o vilão nem de longe é a ameaça que parecia ser nos trailers do filme. 

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Muitas pessoas ficaram confusas quando Matt Reeves anunciou que o filme se passaria fora do DCEU, vendo agora essa foi uma decisão brilhante pois esse universo nasce com a capacidade de se aprofundar no universo do Batman como nenhuma outra versão do herói jamais pode, o final do filme abre ganchos para muitas sequências e spin-offs, com novos aliados e novos vilões, ao terminar adaptando o arco “Terra de Ninguém”, com Gotham inundada pelo plano do Charada. 

The Batman empolga muito, mesmo com tantas outras versões do morcego consegue ainda assim ser único, e tem potencial para levar o universo do morcegão a um novo patamar.


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